Veja como seu cérebro julga outras personalidades

Depois de um século de pesquisa, psicólogos agora têm uma boa compreensão do que distingue um tipo de personalidade do outro – elementos como extroversão, estabilidade emocional, ambição ou curiosidade. Essas dimensões são, para nossa mente, o que a altura, o peso e a cor do cabelo são para nosso corpo.

Enquanto os cientistas estudam essas características com o uso cuidadoso de testes, o resto de nós faz o julgamento de personalidades o tempo todo.

Avaliação constante

Como avaliamos personalidades rapidamente e intuitivamente, muitos dos julgamentos que fazemos permanecem no nosso inconsciente. Essa realidade aparece em nossas interações no ambiente de trabalho de um modo que só agora começamos a perceber e a reagir.

Como é de se esperar, poucos estão dispostos a admitir que fazem isso, já que ninguém quer ser tachado de preconceituoso ou mente fechada. Porém, vários estudos mostram que, sempre que interagimos com alguém, ajustamos nossos comportamentos de acordo com atitudes implícitas das pessoas com quem estamos falando.

Entendendo errado, ou não entendendo

Nem todo mundo é igualmente legível. Extrovertidos são mais fáceis de ser lidos. De fato, essa pode ser uma das maiores desvantagens de ser extrovertido. Esses indivíduos vazam facilmente informações de seu caráter, mesmo quando não querem.

Além disso, nem todos são igualmente bons em ler a personalidade alheia. Os que têm melhores habilidades sociais e mais experiência no contato com as pessoas são julgadores mais precisos que aqueles com baixa inteligência emocional. Também foi descoberto que os introvertidos tendem a ler personalidades melhor que os extrovertidos, talvez por que estes não estejam tão focados como os outros. Os extrovertidos estão ocupados sendo o centro das atenções e, às vezes, perdem informações sobre aqueles que os cercam.

Um quarto com vista

Damos dicas de nossa personalidade até quando não estamos presentes. Objetos e hábitos – os espaços em que convivemos, como escritório e quarto – revelam informações confiáveis do nosso caráter.

Deixamos traços de nossa personalidade em todos os lugares por onde passamos. É por isso que quando visitamos a casa de outra pessoa ficamos surpresos com o que encontramos lá.

O olhar do grupo

Finalmente, há o poder do pensamento coletivo. Grupos pequenos tendem a ser mais precisos em seus julgamentos do que os indivíduos. Caso peça a um grupo de observadores para que avaliem a personalidade de alguém e faça uma média dos resultados obtidos, é provável que obtenha um julgamento mais preciso do que o de um membro do grupo. Pensando assim, nossas personalidades estão nos olhos dos grupos e não nos dos indivíduos.

Nossos cérebros são envolvidos para colher informações das pessoas ao nosso redor o tempo todo. Isso significa que no reino da interação humana não existe segunda chance para uma primeira impressão.