Talentos individuais X talento em equipe

Em um estudo publicado em novembro passado, dois economistas de Harvard (Housman e Minor) sugerem que faz mais sentido –em termos financeiros- não contratar empregados “tóxicos”. Até aí é óbvio: profissionais com problemas sérios de comportamento e caráter podem até mesmo comprometer a reputação empresarial, sem falar que são catalisadores da destruição da cultura corporativa. Entretanto, nem todos os profissionais “tóxicos” são delinquentes. O estudo – que englobou 50 mil trabalhadores de 11 empresas diferentes– revelou que aqueles profissionais narcisistas, que procuram benefícios para si próprios, acabaram sendo demitidos por um “comportamento tóxico” e que, infelizmente, esse tipo de comportamento costuma se espalhar.

Para ilustrar como essas pessoas podem organizar as corporações, considere a NFL – a liga de futebol norte-americana – cujos times gastam milhões caçando novos talentos. A maior parte do dinheiro sempre vai para os talentos mais estelares, que são facilmente identificáveis utilizando-se métricas objetivas. Entretanto, poucos times procuram saber como essas estrelas vão impactar sua cultura organizacional. Vários exemplos –nos Estados Unidos e aqui, no Brasil- mostram como esses jogadores que são grandes talentos em campo podem impactar de forma negativa o moral de todo o time. O problema é que muitas vezes aqueles profissionais mais tóxicos são os que têm a melhor performance – e a empresa tem que escolher entre conviver com um comportamento duvidoso ou ter uma alta performance.

Os pesquisadores sugerem que, no caso do esporte, o passe desses jogadores acaba compensando. Mas, em se tratando de outros tipos de organização, a história é um pouco diferente. Jack Welsh, CEO da GE de 1981 até 2001, obteve um enorme impacto positivo removendo os trabalhadores tóxicos, apesar de seus resultados elevados.

Housman e Minor também mostraram que as empresas com melhor lucratividade são aquelas que evitam contratar esses profissionais tóxicos. Isso demonstra a importância de uma boa avaliação de comportamento antes de optar pela contratação.

Hogan criou o Inventário Hogan de Desafios, para identificar as tendências tóxicas no comportamento dos profissionais. Estudos recentes confirmam que o relatório pode, de fato, predizer o comportamento das pessoas no trabalho. Utilizando essas ferramentas, as empresas podem prever e selecionar as pessoas com o perfil mais adequado.

Para mais informações sobre como evitar os profissionais tóxicos, veja nossa página sobre o Inventário Hogan de Desafios.