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Estudo de caso: a liderança de equipe melodramática

Quando os diretores do GeneBank (empresa fictícia) pediram ao CEO que dobrasse a receita da empresa, fornecedora de material genético para bovinos, para US$ 1 bilhão, a primeira coisa que ele fez foi montar uma nova equipe executiva.

Essa foi uma mudança dramática e exigiu novas habilidades em suprimentos, marketing global, inteligência de mercado e logística. A equipe também teria que liderar uma organização profundamente cética e com foco científico, para poder almejar um futuro com expectativas mais altas.

A nova equipe era ambiciosa e competitiva. A organização se sentia como se tivesse recebido uma imensa injeção de energia. As metas eram aumentadas, os padrões elevados e os indivíduos se responsabilizavam, enquanto os que não se desempenhavam de acordo saíam da empresa. Era empolgante trabalhar na equipe e ela se esforçava para as pessoas se conectarem entre si e com o restante da organização.

Ao mesmo tempo, três outros comportamentos surgiram e causaram frustração e ressentimento. Embora orientada e focada, a equipe não ouviu bem o resto da organização, e se focou apenas em fazer anúncios e comunicações. Em segundo lugar, metas em cima de metas que surgiam de reuniões longas e difíceis da equipe gerencial, com pouca atenção aos recursos e sequência entre as atividades dos projetos. Finalmente, a equipe estava distraída e começou a acumular projetos importantes.

Esse estudo de caso é um exemplo perfeito de uma equipe com descarriladores fortes compartilhados. Descarriladores, ou características sombrias de personalidade, são traços que sob circunstâncias normais poderiam ser considerados pontos positivos – ser ambicioso, competitivo ou extrovertido, por exemplo. Sob estresse ou pressão, no entanto, essas mesmas qualidades podem se tornar comportamentos que causam tensão nos relacionamentos e conflitos interpessoais que podem dificultar o desempenho da equipe.

Se muitos membros apresentam os mesmos descarriladores, eles podem se transformar em descarriladores de equipe. Nesse caso, a equipe executiva tinha um risco de ser melodramática – a tendência a ser dramática, procurar atenção e se entediar facilmente.

Entender o lado sombrio da equipe vai ajudar você a identificar qual conflito está prestes a acontecer, ajudando na proteção de comportamentos que acabam com a equipe. Para aprender mais sobre os segredos do lado sombrio da personalidade, faça o download do nosso ebook

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As lições de liderança deixadas por Muhammad Ali

Por Tomas Chamorro-Premuzic, CEO da Hogan Assessments

Esportes profissionais geralmente ilustram importantes princípios psicológicos e de vida, mesmo para o mundo dos negócios. Tradicionalmente, as discussões sobre liderança tendem a dar foco na equipe, mas ocasionalmente atletas individuais são aqueles que podem nos ensinar muita coisa sobre liderança, também. Veja algumas lições do extraordinário Muhammad Ali:

1- Moralidade é antissocial. A verdadeira liderança exige visão, e visão requer a inabilidade de aceitar o status-quo. Neste sentido, todos os líderes são um pouco antissociais: eles rejeitam as regras estabelecidas e as normas e oferecem uma perspectiva diferente – e melhor – sobre a realidade, que é a base do seu código moral. Mais importante, os verdadeiros líderes têm a integridade de viver por suas póprias crenças, mesmo quando isso significa ir contra a autoridade e sacrificar seus ganhos pessoais; e eles lidam com as consequências. Eles demonstram altos nívels de consistência entre o que eles dizem e o que fazem, e desafiam a elite. No final, seus pensamentos e ideais prevalecem sobre a velha ordem das coisas.

Os líderes só vão inspirar se a sua visão é congruente com as crenças e valores dos seus seguifdores e, ao fazer isso, eles também vão repelir aqueles que pensam e sentem de maneira diferente. Mas uma coisa é certa: se você não luta por nada, não tem convicções visíveis e apenas segue o que todo mundo faz, você não é líder. Por isso líderes são raros não apenas no mundo dos esportes, mas também na política e nos negócios.

2- Personalidade é um acelerador de talentos. Não importa quanto talento você tem: o mindset certo, um trabalho sério e correto, e um desejo de lutar por perfeição e ser o melhor é que irá fazer o seu talento brilhar. A falta desses comportamentos marca o caso dos indivíduos com uma predisposição inata de desenvolver talentos, mas com falta de vontade e determinação de viver plenamente todo seu potencial. Ali é um excelente exemplo: apesar de seu talento incrível, ele treinou e trabalhou como se não tivesse nenhum.

Desde cedo, na sua carreira, ele foi a primeira pessoa a chegar na academia, e última a sair – e ele odiava treinar. Quando consideramos que a intervenção para desenvolvimento de liderança mais efetiva envolve líderes que são mais afeitos ao coaching – eles se engajam por causa dos seus altos níveis de curiosidade, humildade e vontade de melhorar – está claro que o coaching tende a ajudar aqueles que menos precisam. Por outro lado, aqueles que mais precisam – líderes medíocres e ineptos – tendem a resistir ao coaching e ao desenvolvimento porque são arrogantes, complacentes, e ignoram sua incompetência.

3- Você não está se exibindo se pode sustentar o que diz. É difícil chamar Ali de modesto, e poucos atributos da sua personalidade eram tão marcantes quanto a sua autoconfiança. Entretanto, é inocente pensar que Ali era tão arrogante quanto seu estilo de autopreservação sugere.

Primeiro, sua autoconfiança pública era claramente uma tentativa calculada de entreter a mídia e intimidar seus oponentes. Segundo, isso também o ajudou a esconder qualquer traço de medo, tanto dos outros quanto de si mesmo.

Terceiro e mais importante, diferentemente das pessoas com mais autoconfiança e arrogância, Ali podia sustentar sua imagem. Esse ponto foi trazido à tona de uma maneira muito bonita por Barack Obama: “Muhammad Ali era o Maior. Ponto. Se você perguntasse a ele, era o que ele iria dizer. Ele diria que era duas vezes o maior: que ele prendeu o raio, e jogou o trovão na cadeia. Mas o que fez o Campeão o maior – o que realmente separava ele de todo mundo – é que todos diriam a mesma coisa [sobre ele].”

As pessoas são rápidas em trazer à tona as características de personalidade mais negativas em líderes super famosos. Por exemplo: Steve Jobs era emocionalmente volátil, Walt Disney era mau, Henry Ford era cruel. Este talvez tenha sido o caso, mas diferentemente dos lídere mais crueis e emocionalmente voláteis, eles tinham o talento, o trabalho ético e a visão para sustentá-los. Ainda que Ali não tenha sido um boxeador melhor sem a sua humildade, sem os talentos ele se pareceria com Donald Trump.

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7 atitudes de um líder altamente efetivo

Liderança não é algo inato – é um conjunto de habilidades que podemos adquirir. Algumas habilidades e traços de personalidade parecem ser importantes e são independentes da empresa onde esses profissionais ou seus times atuam. Veja aqui sete atitudes  que tornam alguns líderes mais eficazes do que outros:

  1. Eles promovem uma visão inspiradora sobre o futuro. Toda liderança de sucesso começa com uma visão, e muitos líderes de sucesso sabem como criar uma visão clara, distinta e motivadora, sempre conectada com os planos estratégicos da empresa. Uma visão reduz as incertezas e dá foco. Líderes altamente eficazes têm a habilidade de expressar sua visão e usam isso para inspirar as pessoas.
  2. Eles tratam os outros como gostariam de ser tratados. Quando se trata de liderar pessoas, essa é uma regra de ouro. Suas habilidades e experiência podem ter levado você a ocupar um cargo de liderança, mas não tornarão você um grande líder. Líderes que seguem esta regra conseguem inspirar e guiar os que estão à sua volta.
  3. Eles admitem seus erros. Espera-se dos líderes que eles tenham todas as respostas e que sempre estejam certos – mas na verdade, eles devem ser responsáveis e tomar a responsabilidade de aquilo que fazem. Mesmo os grandes líderes cometem erros, e os mais eficazes são aqueles que reconhecem seu erros e seguem adiante – pois enxergam situações de aprendizado. A transparência permite que eles compartilhem seus erros e as lições aprendidas.
  4. Eles são parte da ação. Uma grande liderança não se separa do time – eles participam ativamente, formando alianças, desenvolvendo as pessoas e tomando decisões. No final do dia, somente ações produzem resultados. Um líder eficaz deve liderar outros para realizarem as ações que produzirão os resultados.
  5. São grandes comunicadores. Se você analisar os grandes líderes, perceberá que eles são comunicadores excepcionais. Eles sabem que o importante não é a mensagem, e sim o mensageiro. Um líder excepcional sabe que precisa estar ciente não apenas da situação específica, como também do contexto mais amplo.
  6. Eles sabem delegar. Quando pensamos em liderança, pensamos em coragem, resiliência, ousadia e determinação – e não em algo como saber delegar. Mas a habilidade de saber delegar é uma qualidade extremamente importante quando se trata de liderança, e é crucial para o sucesso do líder. Se você é um gestor, ou trabalha em um negócio próprio, a delegação é uma das chaves para a liderança eficaz.
  7. Faz os outros sentirem-se importantes. Líderes eficazes dão atenção a seus subordinados e deixam claro o quanto são importantes, e o quanto querem seu sucesso. O objetivo de fazer os outros sentirem-se importantes está na lista das prioridades dos grandes líderes.
7 atitudes de um líder altamente efetivo
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