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Por que pessoas menos confiantes podem ser bem sucedidas?

Não há clichê mais comum na psicologia do que ouvir que ter confiança é a chave para o sucesso na carreira. Está na hora de derrubar esse mito. Na realidade, é mais provável que você seja bem sucedido se contar com uma boa dose de baixa autoconfiança. Existem três razões principais para isso:

  1. Baixa autoconfiança faz com que você preste mais atenção ao feedback negativo e se torne autocrítico: A maioria das pessoas se prende em um comportamento otimista, o que faz com que geralmente aceitem o feedback positivo e ignorem o feedback negativo. Apesar de esse comportamento ajudar a exalar confiança para as outras pessoas, em qualquer área de competência (por exemplo, educação, carreira, esportes) o sucesso equivale a 10% de performance e 90% de preparação. Além disso, quanto mais consciente você estiver de suas fraquezas, mais preparado você estará.

A baixa autoconfiança pode tornar uma pessoa pessimista, mas quando o pessimismo se junta à ambição pode, com frequência, gerar performances espetaculares. Para ser o melhor, você precisa ser o seu crítico mais duro, e isso é muito de difícil de acontecer quando você é uma pessoa extremamente confiante. Pessoas vitoriosas sempre experimentam níveis baixos de confiança e autoconfiança, mas elas treinam e praticam incansavelmente até atingir um grau aceitável de competência. De fato, o sucesso é o melhor remédio para sua insegurança.

  1. Baixa autoconfiança pode motivar você a trabalhar com mais afinco e se preparar melhor: Se você estiver comprometido em atingir seus objetivos, você terá mais incentivo em trabalhar com mais determinação quando faltar confiança em suas habilidades. Na realidade, baixa autoconfiança é apenas desencorajadora quando você não leva seus objetivos a sério. Muitas pessoas gostam da ideia de se tornar excepcional em algo, mas não o suficiente para fazer o que é preciso para conquistar esse status.

Muitas pessoas querem ser magras, saudáveis, atraentes e bem sucedidas, porém, são poucas as que estão dispostas a fazer o que for necessário para conquistar esses objetivos – o que sugere que essas pessoas não querem tanto essas coisas como imaginam que querem. Se você realmente quer aquilo que você diz, então sua baixa autoconfiança irá fazer com que você trabalhe mais ainda para conquistar suas metas – já que se tornará clara a discrepância entre o objetivo que você deseja e seu estado atual.

  1. Baixa autoconfiança reduz a probabilidade de você ser visto como arrogante ou se iludir. Apesar de vivermos em um mundo onde os narcisistas são idolatrados, as consequências do excesso de confiança estão se tornando evidentes. De acordo com o Gallup, mais de 60% dos profissionais não gostam ou odeiam o trabalho em que estão atualmente, e a causa mais comum para isso é a presença de um chefe narcisista.

Se os gestores fossem menos arrogantes, menos empregados gastariam seu tempo no Facebook, a produtividade subiria, e a rotatividade de funcionários na empresa seria reduzida. Uma baixa autoconfiança não só diminui a chance de você ser visto com arrogante, mas também de se iludir com facilidade. Pessoas com baixa autoconfiança estão mais propensas a admitir um erro – no lugar de culpar outros e raramente tomam o crédito pelas conquistas de outras pessoas.

Com Rise Networks

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Problema de falsidade no ambiente de trabalho. O que faço?

Um problema comum no ambiente de trabalho é lidar com pessoas falsas, que agem por trás dos panos e são responsáveis por causar mal-estar nos outros. Quando isso acontece, será que sair da empresa é o caminho certo para se livrar dessa situação?

Roberto Santos, sócio-diretor e fundador da Ateliê RH, responde:

Sem dúvida, esse pode ser o caminho, ou melhor, um caminho. Lidar com pessoas falsas, em um ambiente de trabalho que nos faz sentir mal, não vai ajudar para sua produtividade e satisfação no trabalho – dois ingredientes muito importantes para seu sucesso na carreira. Um caminho, mas seria o único? Será que mudar de empresa será uma garantia de que encontrará um ambiente ideal, onde as pessoas são autênticas, respeitosas, colaborativas, amigáveis e tudo de bom que procurarmos para nossas relações?

Talvez, antes de optar por um novo caminho, caberia refletir sobre seu autoconhecimento em situações de interação social, em particular as conflitantes e estressantes, com as quais sempre poderemos nos deparar. Não fica claro por sua consulta há quanto tempo você convive com essa “falsidade”, ou sendo mais específico, com algumas pessoas que parecem não ser sinceras 100% do tempo e que podem falar uma coisa e fazer outra em algumas situações. Porém, você faz parte desse ambiente e sua avaliação dessa falsidade é, inevitavelmente, carregada de seus vieses e experiências anteriores, no trabalho e fora dele.

Todos nós, ao longo do desenvolvimento de nossa personalidade, principalmente na infância e adolescência, criamos esquemas inconscientes para lidar com o que encaramos pela frente como perigo ou ameaça, real ou imaginária. Alguns de nós temos reações de se distanciar ou fugir da ameaça, outros, na maioria das vezes, preferem enfrentar e atacar o perigo e outra tendência é a de se aproximar e tentar pacificar a fonte de ameaça. Essas reações nos servem como defesas psicológicas, ainda que possam ter utilidade questionável no longo prazo.

O ceticismo ou desconfiança de outras pessoas que nos parecem falsas e perigosas, servem para nos proteger de ameaças que elas representam. Porém, em alguns casos, esse mecanismo é acionado além do que seria necessário ou conveniente, ficamos com um pé atrás em relacionamentos porque sentimos que vemos ameaças até em elogios que essas pessoas nos fazem. Então, antes de buscar outro caminho profissional em empresa em que não tenha pessoas falsas, se a empresa atual tiver outros elementos: trabalho atrativo e realizador, remuneração competitiva, oportunidade de aprender e se desenvolver em sua carreira, uma liderança competente etc, procure fazer um “teste da realidade”, primeiro, se essa falsidade é um fato ou é mais uma parte de seu “escudo psicológico” e segundo, se essa pessoa falsa é uma ameaça direta a você ou é um traço de personalidade dela em relação ao qual você não poderá fazer nada.

Abandonar o caminho atual por ter encontrado pessoas falsas não garantirá que o problema será resolvido em nova empresa, dependendo da proporção que esse traço de desconfiança crônica pode ter nessas interações. Aproximar-se das pessoas consideradas falsas, dando um benefício à sua dúvida, para testar a realidade de sua desconfiança, pode trazer revelações importantes sobre a outra pessoa e sobre você.

Sucesso no seu caminho!

Com Vya Estelar

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Engolir sapo: “Chega uma hora que o limite acaba!…”

Por Roberto Santos

Com alguma frequência recebo e-mails relatando preocupações, insatisfações e até traumas de pessoas que “têm” que conviver ou aturar chefes-mala ou seus similares em outros níveis da empresa.

Algumas são vítimas de pouco caso, de favoritismos descarados ou mesmo de assédio moral, em suas várias formas – das mais sutis como colocar os subordinados na geladeira ou em banho-maria, de frituras lentas e graduais, mas não menos dolorosas, a maus tratos verbais que podem chegar a níveis inimagináveis num ambiente organizacional – 50 tons de maldades.

Tenho uma ligação muito forte com músicas e sempre encontro na inspiração de compositores de várias origens e nacionalidades, alguma mensagem que me lembra as situações que nossos leitores se referem nas consultas sobre sua Gestão Pessoal.

Ouvi algum tempo atrás, pela enésima vez, um jovem cantor americano, ainda pouco conhecido por aqui, Brett Dennen, expressando aquelas coisas de nosso mundo que são suficientes para deixar você louco – crianças treinadas para a guerra, a privacidade sendo massacrada, etc. Uma frase dessa canção me chamou a atenção pela proposta do artista: “Nunca hesite em falar o que pensa. Nunca hesite em se fazer ouvir”.

Voltando ao nosso tema, essas pessoas, consagradas (erroneamente) com um poder que a empresa lhes confere, são capazes de nos entristecer, de minar nossa autoconfiança e de levar-nos até o limite de nos fazer adoecer com gastrites, cefalites, sinusites, e todos os “ites” doentios, frequentemente, de causa psicológica.

Como escutei certa vez, “chega uma hora que o limite acaba”… mas isso não acontece para todas as pessoas, todo o tempo.

O limiar para dor ou para suportar esses maus tratos é muito diferente para diferentes pessoas. Aguentamos estas condições seja por não vermos alternativas no mercado e não podemos ficar desempregados, seja por começarmos a achar que o problema é nosso e não do chefe-mala, seja porque já estamos tão enfraquecidos que não conseguimos mais tomar nenhuma iniciativa para mudar e nos acomodamos no papel de vítimas, enfim porque “esticamos” o limite de nossa paciência ou resistência psicológica.

Onde está o limite?

Qual das causas acima explica nosso limiar de sermos assediados ou agredidos moralmente?

Não parece haver uma causa única e simples. Provavelmente, convivemos com uma mescla destas razões para nos deixarmos adoecer por superiores ou pares de caráter e índole duvidosos.

Contudo, enquanto hesitarmos em falar o que pensamos e desistirmos de lutar para sermos ouvidos pela pessoa que nos aflige e pelos níveis superiores a esta, continuaremos numa rota de descarrilamento para o penhasco da total falta de confiança em nós mesmos. Perderemos a coragem para buscar uma nova oportunidade de conciliarmos trabalho com satisfação, que nos permita acordar na segunda-feira com a disposição de quem vai satisfazer suas necessidades aflitivas e realizar seu potencial intelectual.

É…estas situações no trabalho são “suficientes para deixá-lo louco” mas em quantas delas uma reação está a nosso alcance, fazendo-nos ser ouvidos e falando aquilo que sentimos e pensamos. Pense nisso!

Com Vya Estelar

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