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Como administrar o networking sem parecer interesseiro

Como é possível administrar uma rede de relacionamentos com tantos contatos sem parecer um interesseiro?

Roberto Santos, sócio-diretor e fundador da Ateliê RH, responde:

Muito interessante e contemporânea a preocupação por trás do tema proposto. De fato, networking ou, traduzindo, rede de relacionamentos, se tornou a receita que se pretende infalível para se ter sucesso na vida, especialmente nas (re)colocações. Vivemos em um mundo crescentemente virtual das mídias sociais e de “web-recruiting”, ou recrutamento virtual de sites de amplo espectro e alcance, como o LinkedIn. Nesse mundo, parece que nossas credenciais, na forma do velho e batido Curriculum Vitae, transformadas em bit e bytes pelos filtros digitais, acabam indiferenciadas, quando não excluídas por uma falha em nosso CV ou do filtro do selecionador.

O ser humano tem três necessidades básicas, independente da cultura em que vive — de se dar bem e ser aceito pelos outros, de se destacar nos grupos em que participa e de encontrar um significado para sua vida e, dentro desta, para sua carreira. A forma pela qual nós buscamos a realização destas necessidades básicas é a nossa personalidade, manifestada por nossos comportamentos e atitudes, que nos torna únicos. Daí, somos diferentes quanto a nossa competitividade e extroversão para iniciarmos novos relacionamentos ou quanto à nossa proatividade para tomar iniciativas arriscadas que nos coloquem na berlinda.

Então, quando consideramos o tema do “networking” ou quaisquer outros desse tipo, não há uma receita vale-tudo que deve ser seguida por todos para obter o sucesso garantido. Os introvertidos e de perfil “low profile” (que não gostam de chamar a atenção para si) nunca vão ter uma rede de relacionamentos como seu colega que parece estar sempre disputando a medalha de ouro do número de “amigos” do “Egobook” ou de contatos no LinkedIn, pois ao tentar fazê-lo pode se sentir como você relata. “Então, tenho que fazer contatos só pensando em fazer ‘amigos’ visando a conseguir emprego?” Lembrando que além de se destacar e ser aceito nos grupos, nós humanos buscamos fazer sentido da vida, por meio de princípios e valores, as receitas nunca podem ser generalizadas. Nossa rede de relacionamentos verdadeira e duradoura sempre deve passar pelo crivo de nossos valores.

Assim, se você valoriza seus relacionamentos familiares e amigos de diferentes fases de sua vida, eles sempre terão prioridade sobre os contatos profissionais — interesseiros ou não. Outras pessoas, que possuem valores distintos, do tipo, na vida temos que nos destacar a qualquer custo, inclusive usando as pessoas, elas poderão fazer o que você revela como um temor — que é revelador de seus valores. Então, para cuidar de nossos valores mais importantes, inegociáveis e perenes, podemos “segmentar” ou classificar o que consideramos a rede de relacionamentos pessoais, familiares e sociais, da rede de relacionamentos profissionais. Isso não quer dizer que de sua rede pessoal, não poderá tem um apoio em alguma questão profissional, ou que da rede profissional você não possa migrar alguém, gradualmente, para aquela rede pessoal ou social. Acima de tudo, cada dia as mídias sociais mais fortemente servem como a porta para sermos conhecidos, para a formação de nossa reputação perante o mundo profissional, entre outros, então, se queremos estar presentes nos Facebooks, LinkedIns e Twitters, não podemos perder isso de vista. Essa reputação, segundo os olhos e crivos dos outros (incluindo recrutadores), será avaliada pelas demonstrações de nossa personalidade e pela consistência de nossos valores.

Ser consistente com a valorização diferencial para os entes queridos entre seus familiares e amigos, é um valor que reforçará a qualidade mais do que o tamanho do seu networking profissional

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Vou participar de um recrutamento interno. O que falar de minha experiência atual na empresa?

Por Roberto Santos

Você está prestes a participar de um recrutamento interno mas ficou em dúvida sobre o que falar da experiência atual na empresa?

Roberto Santos, sócio-diretor e fundador da Ateliê RH, responde:

Primeiramente, parabéns pela oportunidade de participar de um recrutamento interno em sua organização, seja por seus méritos que fizeram com que fosse convidado ou por que se voluntariou a uma divulgação de recrutamento, você está na direção certa. Independente de essa situação se tratar ou não de uma oportunidade de promoção vertical, a possibilidade de expansão horizontal de suas competências e experiências é o que pode diferenciar sua carreira para o longo prazo quando surgirem oportunidades concretas de promoção.

Sua questão sobre o que falar a respeito de sua experiência atual na empresa em que trabalha, suscita a dúvidas sobre como “vendê-lo” como profissional para ter sucesso nessa concorrência interna. O caminho mais fácil é aquele de listar toda suas qualidades: eficiente, competente, assíduo, pontual, colaborativo etc – esse tempo já passou. Nossas características positivas ou lindos adjetivos que podem nos qualificar como profissionais e como pessoas só passam a ter sentido quando eles são apresentados com o vínculo a situações concretas em que nossas competências podem ser aplicadas e demonstradas.

Acrônimo STAR: a solução

Algo simples que pode orientá-lo é o acrônimo STAR (estrela em inglês) que representa: Situação, Tarefa, Ação e Resultados. Então, se você quiser falar sobre seu espírito colaborativo, você poderia descrever um caso ou Situação em que seu grupo de trabalho, setor, departamento estava passando por uma crise ou desafio crítico de ter que entregar um trabalho num prazo exíguo. Nesse caso, a Tarefa que lhe cabia já fora cumprida, mas sua Ação foi de oferecer aos colegas para fazer algo adicional, com hora extra etc, e como Resultado, o prazo do departamento foi cumprido.

A vantagem de você descrever suas competências dessa forma é que ela se traduz não em puro autoelogio, mas na descrição de comportamentos concretos e situações reais que podem ser confirmadas – sua validade é muito ampliada. Outro ingrediente importante é sobre o que falar. Para tal, você deveria conhecer a descrição da posição ou fazer perguntas a quem é da área (o gerente requisitante seria o ideal…) sobre quais competências são as mais relevantes para o cargo em questão e daí você pode escolher falar daquelas STARs que melhor atendem ao que se espera e para a qual você se julgue mais capacitado.

Finalmente, em sua descrição da experiência atual, também seria interessante você destacar o que tem aprendido ao longo do período em que desenvolve a atividade e emendar com o que acredita que poderá aprender nesse novo desafio.

Boa sorte!

Com Vya Estelar

Irei participar de um recrutamento interno. O que falar de minha experiência atual na empresa?
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Será que as experiências do passado moldam o nosso futuro?

Confira o artigo de Roberto Santos que trata sobre as atitudes frente a obstáculos, dificuldades, encruzilhadas e dilemas que encontramos em nossas vidas.

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