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Procura por pessoas criativas? Veja quais características priorizar

O seu quociente de inteligência (QI) – a habilidade com que você consegue processar informações – é sem dúvida uma característica muito importante para o mercado de trabalho, mas está longe de ser o elemento mais valioso para o sucesso criativo de um indivíduo.

As pessoas criativas também possuem outras características, como o próprio quociente de curiosidade (QC) e o quociente emocional (QE). Quando esses três quocientes trabalham em conjunto um indivíduo consegue fortalecer sua capacidade de pensar de maneira crítica, descobrir novas ideias e tomar ações proativas.

Possuir um nível alto em um quociente (como inteligência) pode ser positivo, mas é menos impactante do que incorporar os três com a mesma proporção. A capacidade de balancear inteligência, curiosidade e empatia permite que você entenda como lidar com problemas rapidamente, utilizando seu conhecimento existente para encontrar soluções, além de superar riscos e executar ideias.

Por que o QE e o QC são tão importantes quanto o QI? De acordo com o CEO da Hogan, Dr. Tomas Chamorro-Premuzic, “As pessoas com quociente emocional alto são mais empreendedoras, portanto, são mais proativas em explorar oportunidades, assumir riscos e transformar ideias criativas em inovações reais”. O quociente de curiosidade, por sua vez, segundo Chamorro “é uma ferramenta essencial para pensar em soluções simples para problemas complexos”.

Enquanto o QI é um fator que costuma ser fixo ao longo da vida, o QC e o QE, felizmente, podem ser ativamente aperfeiçoados com o tempo.

Aperfeiçoar seu QC

Para desenvolver o seu quociente de curiosidade, você precisa exercitar a maneira como você enxerga o mundo e os problemas, buscando oportunidades para aprender e explorar.

Ler com frequência, viajar (seja visitando vários países ou simplesmente conhecendo uma nova cafeteria de sua cidade), e fazer perguntas simples são ótimas maneiras para desenvolver seu QC. Contudo, a maneira mais fácil de desenvolver o QC é consistentemente fazer perguntas, mesmo de coisas das quais você já sabe a resposta.

Aperfeiçoar seu QE

Desenvolver seu QE é um pouco mais difícil do que desenvolver seu QC, mas é possível. Para fazer isso, você precisa desenvolver sua capacidade de se conectar e interagir com outras pessoas.

Cultivar uma vontade e curiosidade de saber o que os outros têm a dizer e observar seus comportamentos é importante, assim como imaginar a si mesmo na vida de outras pessoas.

Com Inc

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O seu time não precisa ser mais criativo

Quando o assunto é criatividade, as organizações são muito parecidas com as pessoas. Muitas empresas não têm problemas em gerar ideias, incluindo algumas que são potencialmente úteis e inovadoras. Além disso, normalmente, também são capazes de usar as ideias criativas geradas por outros. O que as organizações não conseguem fazer, porém, é transformar essas ideias em inovações reais. De fato, são poucas as ideias criativas que se transformam em produtos ou serviços inovadores.

Ainda assim, muitos gerentes enxergam a falta de inovação em suas empresas e lamentam que suas equipes não tenham criatividade. Na verdade, o problema não é a falta de criatividade, mas a falta de execução. Antes de diagnosticar se sua equipe criativa sofre com a ausência de ideias novas, veja primeiro se você precisa corrigir qualquer um dos seguintes desafios mais comuns:

O medo da mudança: Poucas coisas são mais prejudiciais à criatividade do que o medo da mudança. Embora as pessoas valorizem a inovação, a verdade é que estamos pré-programados a tornar nossos ambientes estáveis e familiares tanto quanto possível. Religião, filosofia e ciência – assim como cultos e movimentos políticos – existem para reduzir a ambiguidade e construir uma ilusão que proporciona uma sensação de previsibilidade e estabilidade mental em nossas vidas. Essas crenças profundas sobre o mundo são projetadas para serem inquestionáveis, e são difíceis de desaprender.

A inovação sempre envolve um grau de destruição criativa, que ameaça o status quo e exige adaptação ao desconhecido. Como Peter Drucker observou: “Se você quer algo novo, você tem que parar de fazer algo velho”. Isto não acontece apenas no nível individual, mas também em um nível organizacional e coletivo.

Portanto, mesmo quando alguns indivíduos são corajosos ou loucos o suficiente para incentivar a mudança, eles vão ser contrariados pela maioria. Se não forem, então eles não estão realmente insistindo na mudança.

Ser muito centrado no cliente: Em qualquer indústria, os clientes tendem a resistir à inovação. Henry Ford fez uma observação que ficou famosa, afirmando que se tivesse pedido aos seus clientes o que eles queriam, eles teriam dito “cavalos mais rápidos”. A questão, claro, é que os clientes nem sempre sabem o que querem – mas é a sua tarefa descobrir o que eles precisam. Ou melhor ainda, criar essa necessidade. Como disse Marshall McLuhan, “a invenção é a mãe da necessidade”.

Assim, uma abordagem centrada no cliente pode levar a melhorias progressivas aos seus produtos e serviços, mas se você quiser invenções revolucionárias ou uma mudança radical, então é melhor começar a ignorar seus clientes.

A falha em construir equipes: A visão ocidental romântica que acredita que a inovação emerge dos esforços individuais heroicos de superastros criativos é ao mesmo tempo ingênua e contraproducente. Toda inovação acontece como resultado do esforço coordenado de uma equipe, e a maioria das equipes mais inovadoras não estão cheias de pessoas criativas. Em vez disso, elas complementam uma ou duas mentes criativas com executores diligentes, líderes experientes que engajam, gerentes de projetos organizados e, acima de tudo, trabalhadores que botam a mão na massa.

Por maior que seja a tentação em dar um rosto à inovação, é mais justo reconhecer a contribuição daqueles que trabalham silenciosamente em segundo plano e que fazem a inovação acontecer.

Complacência: Todas as organizações são vítimas de seu próprio sucesso, porque o sucesso é o principal inimigo da inovação. Na verdade, a lei fundamental no ciclo de vida de qualquer empreendimento de sucesso diz que a inovação leva ao crescimento, mas o crescimento inibe a inovação. Em outras palavras, quando você é jovem e pequeno, naturalmente está “com fome” e é agressivo, o que leva ao sucesso. No entanto, o sucesso contém as sementes da autodestruição, porque quando você cresce e fica rico, torna-se gordo, preguiçoso e muito mais interessado em preservar e manter o que você conseguiu do que se concentrar em realizar mais coisas.

A capacidade de se manter insatisfeito com as realizações é o que ajuda os indivíduos e as empresas a crescerem.

Liderança ineficaz: A inovação tem muito a ver com a liderança. É necessário de uma liderança para ver ou criar o futuro antes dos outros. É a liderança que fomenta o espírito empresarial, o processo pelo qual a criatividade se transforma em inovação. E é preciso liderança para fornecer uma visão convincente para os outros. Ou seja, uma missão significativa que proporciona uma sensação de propósito e direção para o negócio, e alinha seus membros na busca de uma tarefa comum.

Com HBR

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O lado negro da criatividade

Por Tomas Chamorro-Premuzic

Poucos traços psicológicos são tão desejados quanto a criatividade – que nada mais é do que a habilidade para gerar ideias novas e úteis. Contudo, também é verdade que a criatividade está relacionada a uma série de qualidades prejudiciais e negativas. Estar atento a essas tendências contraproducentes é importante para qualquer indivíduo que deseja entender melhor a própria criatividade ou a de outras pessoas.

Pesquisas indicam que há uma ligação entre a criatividade e o emocionalidade negativa. É claro que você não precisa ser uma pessoa depressiva para ser criativa, mas é verdade que há algum apoio empírico no estereótipo de artistas que tendem a ser depressivos ou sofrem com mudanças de comportamento. Em média, pessoas que são emocionalmente estáveis podem ser felizes o suficiente para não acreditar que precisam criar novas ideias. Afinal de contas, se o status quo é bom, por que mudar?

O padrão de pensamentos que define o processo criativo e conduz a ideias originais também pode ter um lado inadequado. Por exemplo, a criatividade exige a inabilidade para suprimir pensamentos a primeira vista irrelevantes e ideias aparentemente inapropriadas – e pensadores criativos também tendem a ter um controle ruim de seus impulsos.

Mais recentemente, a criatividade foi associada a comportamentos desonestos, porque presumivelmente permite que indivíduos distorçam de maneira criativa a realidade. Isso para não falar com todas as letras que pessoas criativas são antiéticas. A verdade é que a tolerância baixa desses indivíduos com o tédio e convenções sociais, junto com a imaginação vívida que possuem, torna-os equipados com ferramentas sofisticadas para enganar outras pessoas.

Pesquisas também descobriram que indivíduos criativos com frequência são mais narcisistas, e que o narcisismo pode impulsionar conquistas criativas. Uma pessoa narcisista geralmente está concentrada em si própria, desenvolvendo suas próprias ideias e pouco preocupando-se em agradar os outros. No entanto, é importante notar que os narcisistas também acreditam que são mais criativos do que realmente são. Mas de uma maneira geral, as pessoas não conseguem avaliar corretamente o nível de criatividade de um indivíduo – pode ser que os observadores sejam levados a acreditar que um indivíduo seja mais criativo apenas por apresentar mais confiança e entusiasmo.

É claro que o lado bom da criatividade ofusca o lado negro. A criatividade está relacionada a uma ampla variedade de emoções positivas, como o engajamento e o bem-estar. Quando as pessoas são encarregadas de funções significativas e ganham autonomia sobre seu trabalho, acabam por liberar sua criatividade, usufruindo ao máximo os benefícios. No nível organizacional, a criatividade também providencia o desejo de mudança e progresso. Sem ela, provavelmente ainda estaríamos vivendo na idade das trevas.

Com HBR

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Os benefícios científicos da divagação

Indivíduos que se sentem distraídos e sofrem de sobrecarga de informação já ouviram mais de uma vez que precisam se concentrar e parar de realizar tantos pensamentos de uma só vez. Para lidar com o volume de informações que recebe diariamente, algumas pessoas tentam tirar períodos sabáticos longe da mídia social ou retiros espirituais. Outros tentam ioga e meditação. A suposição, de qualquer modo, é que uma mente inquieta é uma mente perturbada, e a não ser que as distrações possam ser reduzidas e realmente direcionadas, nos tornaremos miseráveis. Mas isso não pode ser verdade, e mesmo que fosse, é possível que não seja sequer algo a se lamentar.

A distração está aqui para ficar

Para muitos de nós, nossas vidas sociais e profissionais dependem de passar muito tempo na frente de uma tela, processando grandes quantidades de informação em um tempo muito curto. Inevitavelmente, isto significa racionar nossa atenção e economizar nossos pensamentos. Nós podemos condenar os males em tentar ser multitarefa o tanto que quisermos, mas o fato é que é assim que funciona a norma cognitiva. Nossas mentes estão, simultaneamente, em todos os lugares e em lugar nenhum, presente e ausente, ligada e desligada.

Além do mais, os nossos padrões típicos de concentração são ditados por nossas personalidades. Alguns de nós preferem dedicar todos os nossos recursos mentais para uma única tarefa em um determinado momento, enquanto outros são inclinados a ter pensamentos e ideias mais dispersos, saltando de um para o outro e vice-versa. Tentar mudar isso significa ir contra as nossas naturezas individuais – é demorado e desgastante, e as chances de sucesso a longo prazo são geralmente baixas.

Por outro lado, os cientistas estão agora descobrindo algumas vantagens importantes em sermos mais desfocados mentalmente. Na verdade, divagação mental – a tendência a ter pensamentos alheios a sua tarefa atual – é exatamente o oposto da concentração, estando totalmente imerso em uma situação e sendo absorvido por ela.

No entanto, um modo mental é potencialmente tão benéfico quanto o outro. Estudos relatam que a maioria das pessoas gasta tanto tempo divagando quanto atento ao que está realmente acontecendo. Se a divagação mental é realmente uma característica fundamental do pensamento humano, é difícil chamá-la de “boa” ou “ruim”.

A divagação mental é o subproduto de duas capacidades mentais importantes: a capacidade de desengatar da percepção (ignorando algo que está presente), e a capacidade de se envolver em uma “meta-consciência” (focando em nossos próprios pensamentos). As pessoas que exercem essas duas capacidades tendem a ter uma mente mais inquieta, que está ligada à criatividade.

Vagando em direção à criatividade

Indivíduos que divagam não são normalmente tão bons em filtrar informações irrelevantes de seus arredores – uma habilidade conhecida como “inibição latente”. Mas isso é realmente uma vantagem quando se trata de gerar ideias originais e inovadoras. A fim de pensar fora da caixa, você tem que ser capaz de considerar pensamentos e conceitos incomuns, não suprimi-los. Afinal, todos os ingredientes da criatividade são geralmente errados e absurdos, mas o pensamento lógico é raramente um portal criativo.

O pensamento lógico demanda um “pensamento convergente”, que procura uma única resposta certa para um problema bem definido, enquanto a criatividade exige um “pensamento divergente”, que busca muitas respostas possíveis para um problema mal definido. A divagação mental tem sido associada a níveis mais elevados de pensamento divergente e abertura à experiência, duas características comuns de pessoas extremamente criativas.

Enquanto algumas pessoas possam ser mais inclinadas a divagação mental do que outras, o hábito parece desempenhar um papel no pensamento criativo, independentemente de nossas personalidades. “Atividades de incubação” são coisas que fazemos que afastam a nossa concentração de um problema por um determinado período de tempo, a fim de ativar pensamentos inconscientes que vão nos ajudar a encontrar a solução.

As tentativas deliberadas para reprimir certos pensamentos costumam sair pela culatra. Quando você se esforça para não pensar em alguma coisa, o pensamento costuma pairar em sua mente e fica ainda mais forte. Em outras palavras – e paradoxalmente – quanto menos você resistir a um pensamento, mais livre você vai ser a partir dele. Ceder à divagação mental pode nos ajudar a romper esse ciclo.

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O que pesa mais para o sucesso: currículo, criatividade ou credibilidade?

Por Roberto Santos

O que se vive no Brasil, ou pelo menos na cidade em que vivo, é o que chamei há anos de o paradoxo do desemprego – muita gente desempregada, mas muita gente procurando empregados. O paradoxo é provocado pela decadência na formação escolar, ética, cultural e motivacional da força de trabalho chamada de Geração Y ou da nova Geração Milênio.

Jovens ansiosos para entrar e obter um certificado que tenha algum simulacro que seja, daquelas três letrinhas mágicas para enriquecer o CV – o MBA (ou “emibiei”), também conhecido como qualquer pós-graduação que me permita dizer em entrevista que tenho algo mais do que um mero curso superior.

Chovem “emibieis” em linhas e mais linhas de currículos recheadas de pós-graduações, mas seus donos ainda não sabem usar aquelas supérfluas regras de concordâncias verbal e nominal, isto quando não confundem “perca” com “perda” e outras torturas à língua pátria.

Além disso, pelos canudos universitários escorregam semiprofissionais, semipreparados para um mercado de trabalho em desemprego. No entanto, pela carência de mão de obra, estes semiformados conseguem empregos, seguidos de sucessivos fracassos. É comum ouvir colegas consultores contarem suas agruras de precisarem ensinar seus interlocutores cada vez mais juniores e despreparados a lhes dizer o que precisam encomendar – um verdadeiro festival de mediocridade.

Qual seria a resposta: o reforço de uma formação acadêmica ou ser mais criativo para ser bem-sucedido no mercado de trabalho em crise?

Ambas anteriores e mais outras medidas serão necessárias e urgentes para aquela lenda do “país do futuro” que eu ouvia em meus tempos de menino não perdurem para o tempo de meus bisnetos.

O reforço acadêmico e curricular precisa iniciar seriamente na base para que universitários e “pós-graduados” saibam Ler e Escrever, com Letra Maiúscula mesmo! Sonho louco, ilusão, outra lenda – parece que sim, mas precisará acontecer para chegarmos aos tornozelos dos países que levam a sério suas vocações, como a Coreia do Sul, que nos envergonham com a carga horária da educação fundamental de seus jovens.

O exemplo do exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que aprova menos de 20% dos formados como “bacharéis em Direito” por ano, para exercício de profissão, deveria ser seguido por todos os cursos. Psicólogos, administradores, médicos, arquitetos, engenheiros, farmacêuticos passariam menos vergonha de sua categoria com esse filtro higienizador de incompetência generalizada.

Criatividade, entendida como a capacidade de solução de problemas novos com ideias e conceitos fora do padrão que agregam valor ao negócio em que se insere, também é uma competência importante que ajuda àqueles que a tem reconhecida e aproveitada. O quê, dependendo do chefe-mala que se encontra pela frente, pode ser muito difícil de se conseguir.

Além desses elementos acadêmico e criativo, os profissionais precisam se dispor desde o primeiro ano da faculdade a pensar em sua carreira em termos práticos ou técnicos. Os jovens que querem sentar no “Corner Office” (aquele lugar de destaque máximo dos grandes executivos de torres de marfim) logo que recebem seu diploma, precisam aprender a “comer um pouco de grama” antes de se refestelar nos “fringe benefits” corporativos.

Antes de pós-graduados ou virtuoses pianistas, esses jovens precisam aprender sobre o instrumento carregando-o, para mostrar a força de seu caráter e motivação. Antes de esperar o salário e bônus que brilham nas páginas da Exame, precisam aprender a ganhar em experiências, credibilidade e competência, entregando um trabalho de qualidade e no prazo combinado.

Para aqueles que queiram estar prontos para, mais do que surfar, navegarem em alto mar – revolto ou não – com um Norte firme e decidido, devem estar prontos para conhecer cada posto de sua embarcação – do porão ao convés, do esfregão ao leme, antes de chegarem à cabine de comando.

Com Vyaestelar

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Saiba como ensinar alguém a ser mais criativo – Parte 2

Confira agora a continuação do artigo, publicado no último post, que aborda alguns fatores para ajudar a ensinar um indivíduo a se tornar uma pessoa mais criativa.

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Saiba como ensinar alguém a ser mais criativo – Parte 1

Embora nossos níveis de inspiração flutuem de tempos em tempos, todos diferimos no nível de criatividade que possuímos. Se colocarmos lado a lado, Leonardo Da Vinci e George W. Bush, quem você apontará como o mais criativo?

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