Popularizado pela Apple por meio da introdução da assistente virtual Siri, os assistentes digitais virtuais são agora onipresentes. De Siri, a Ok Google, a Alexa e Cortana, os assistentes virtuais popularizaram o conceito de completar tarefas para os usuários por meio da compreensão da linguagem natural. De caminhos para seus destinos a pedidos de compras, já existe um bot para quase tudo.

Os assistentes digitais virtuais e os chatbots online relacionados são ferramentas orientadas por Inteligência Artificial, capazes de processar linguagem natural e concluir certas tarefas.

Eles já estão influenciando muito a forma como as pessoas vivem no dia a dia e a proliferação da tecnologia também significou a introdução desses assistentes nas organizações.

Seja como braço de atendimento ao cliente de uma empresa, ou o atendente virtual do RH, todos desejam implementar uma solução de chatbot. Mas o que está impulsionando tanto a popularidade dos chatbots?

Chatbots trazem facilidade de comunicação, simpatia e acessibilidade. A ideia é que muitos usuários podem não se sentir confortáveis ​​em se aproximar de um humano com perguntas simples, mas eles não precisam pensar duas vezes em incomodar um chatbot muitas vezes, já que este não vai “julgá-los” por isso. Os chatbots também podem ser altamente inteligentes, e podem ser ensinados a resolver problemas cada vez mais complexos com aprendizado que leva apenas alguns segundos.

Chatbots no RH

Dentro das organizações, os empregadores estão adotando cada vez mais chatbots para atender seus clientes internos, ou seja, os funcionários. Hoje em dia, em todas as etapas do ciclo de vida do funcionário, desde a contratação até a aposentadoria, existe uma solução de chatbot disponível.

Contratações, por exemplo, podem contar com a ajuda de chatbots. O robozinho pode ajudar no processo de triagem, não apenas obtendo informações de funcionários em potencial, mas também realizando verificações rápidas de antecedentes.

O processo de on-boarding (integração) também pode ter o auxílio dos chatbots. Os robozinhos têm a capacidade de conversar com os funcionários no local e interagir com softwares de gerenciamento da força de trabalho, como o Peoplesoft, entre outros.

O treinamento de funcionários usando chatbots também pode ser muito efetivo, pois envolve uma participação mais interativa dos profissionais, dando lugar àqueles treinamentos que contam com um vídeo de treinamento padrão ou uma apresentação em powerpoint.

Outra aplicação dos chatbots é no atendimento dos funcionários no dia a dia da organização. Os funcionários passam muitas horas por mês pesquisando informações básicas relacionadas à empresa. Os robôs de RH rapidamente conseguem as respostas, desonerando a “mão de obra humana” no RH.

Esse é o fim?

Não há dúvida de que os chatbots com Inteligência Artificial podem ser de grande valor e bastante eficientes na automação de tarefas e consultas rotineiras. Sua natureza imparcial, capacidade de resposta e capacidade de estar disponível para vários usuários ao mesmo tempo faria deles uma escolha invejosa de trabalhadores para qualquer organização.

Mas, como todas as coisas boas, há um limite para a utilidade dos chatbots. Um estudo da PwC sobre o futuro da experiência do cliente constatou que 75% das pessoas ainda querem interagir com uma pessoa real. A natureza impessoal dos chatbots e a incapacidade de compreender problemas complexos e emoções humanas ainda os tornam ineficazes em muitas situações. Em última análise, os chatbots podem ser realmente bons assistentes e ajudar com as tarefas que podem ser padronizadas, e isso definitivamente não é o fim das interações e emoções humanas.