Talvez você conheça pessoas que estejam constantemente à beira de uma ataque de nervos (talvez você mesmo seja uma dessas pessoas). Aquele tipo que sempre transforma todas as tarefas diárias em atividades dramáticas e faz todos saberem o quanto tudo está ruim.

É muito fácil derrapar para o sentimento do “meu mundo caiu” que essas pessoas que vivem em crises costumam disseminar. No ambiente de trabalho, você encara diferentes cenários e ao lidar com indivíduos que possuem esse perfil, sejam eles colegas, chefes ou subordinados, você se envolve facilmente com o intuito de solucionar o problema que aparenta ser de vida ou morte. Naturalmente, você busca encontrar a harmonia dentro da equipe ao dar prioridade a quem está passando por problemas, mas nem sempre essa pessoa está passando por uma situação que exija sua atenção.

Uma coisa para levar em consideração é saber que algumas pessoas são atraídas por ocupações que exigem uma abordagem para constantemente ficar atento a crises. Assessores de imprensa, consultores de investimentos e profissionais que trabalham com gerenciamento de crises em uma empresa, possuem fortes insights que são valorizados e extremamente úteis nesses departamentos.

O senso de importância ou de dramatização, no entanto, que essas ocupações geram se torna problemático quando as pessoas carregam esse senso para outros contextos, como em relacionamentos pessoais e com a família. Levar esse comportamento de urgência para a sua vida pessoal pode rapidamente se tornar prejudicial para o relacionamento com parentes e amigos.

Pessoas que possuem essa tendência melodramática tendem a apresentar argumentos com base em distrações e estímulos. Quando você começar a perceber um início de conflito, não seja atraído imediatamente. Tente descobrir o que está acontecendo e veja se algo realmente está errado ou se é apenas a pessoa se sentindo entediada e buscando estímulos.

Ao invés de conversar com essas pessoas, olhe primeiro para a situação objetivamente e verifique se o que está ocorrendo é uma crise real ou fabricada. Se for real, então tome todas as ações necessárias para controlar tudo. Se for uma crise fabricada pelo indivíduo, então mantenha a neutralidade e mostre que o problema apresentado não necessita de uma solução imediata.

Com Psychology Today