“Quando peço para ela fazer algo ou quando tento explicar alguma coisa ela se acha burra e acha que estou explicando porque a acho assim.”

Primeiro de tudo, queria elogiar sua iniciativa e preocupação em ajudar seu funcionário a reforçar sua auto-estima. Isso mostra seu estilo sensível de liderança! Mas cada um precisa encontrar as origens do desequilíbrio entre pouca ou excesso de auto-estima. Contudo, abordando o tema específico que você focou em sua questão, de que sua funcionária se acha burra quando você lhe explica alguma coisa, poderia sugerir-lhe de rever sua forma de explicar.

Imagino que você explique muito bem com os mínimos detalhes, agregando seu conhecimento e experiência sobre os assuntos em pauta, podendo até impressionar seus interlocutores por sua capacidade de comunicação. Toda essa habilidade pode realmente atemorizar pessoas menos habilidosas e/ou mais inseguras, pois elas se comparam (indevidamente) com quem já está a quilômetros ou anos de distância quanto ao domínio do tema.

Uma sugestão para uma abordagem diferente com sua funcionária é inverter a quantidade de comunicação, estimulando por meio de perguntas abertas, a que a funcionária vá oferecendo seus pensamentos, entendimentos e idéias sobre o assunto a ser explicado.

Nesta abordagem, seu papel é de estimulador da capacidade que já percebeu que ela tem, fazendo perguntas e ouvindo atentamente. Provavelmente, sua funcionária vai chegar a um ponto muito próximo da mensagem que você iria explicar, só que agora, foi ela quem praticamente explicou para você o que tem de ser feito, e seu papel é o de mínimos ajustes, reconhecimento e elogios da capacidade de compreensão da funcionária.

É só na medida em que ela perceba que consegue construir os temas sem recebê-los prontos é que ela começará acreditar que ela não é burra – só precisa de um “empurrãozinho” e acreditar um pouco mais nela. Faça uma experiência!

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