Por muito tempo filósofos tentam responder a questão, “Quem somos nós?”. Aristóteles acreditava que a resposta residia em nossos hábitos: “Somos aquilo que fazemos repetidamente”.

Se uma pessoa é capaz de julgar a si mesma com algum grau de objetividade, então a visão que ela tem de si própria, deve se alinhar à visão que outras pessoas possuem dela, já que os outros indivíduos são constantes observadores das ações e decisões desse indivíduo.

No entanto, são poucas as pessoas que realmente nos enxergam como realmente nos enxergamos. Na realidade, existe uma clara diferença entre a visão que uma pessoa tem de si mesma e a percepção que os outros têm dela. O fato mais contundente nessa relação de consciência é descobrir que diferentes pessoas nos enxergam de maneira similar, o que significa que, com frequência, somos nós quem criamos idealizações e impressões erradas sobre quem somos.

Para citar um exemplo de como isso pode ser detectado, é incentivar o feedback de várias fontes dentro do ambiente de trabalho, medida que ajuda a avaliar melhor a reputação de uma pessoa dentro da organização – há muito mais semelhanças do que diferenças entre os depoimentos de pessoas com perfis distintos.

A melhor reflexão sobre nós mesmo, portanto, pode ser encontrada não por meio do julgamento que fazemos dentro de nossas cabeças, mas pelos olhos de outras pessoas. Se você quiser saber quem você realmente é, basta perguntar para várias pessoas.

Por que o autoconhecimento é tão raro? Porque gera desconforto.

A tentativa de uma pessoa em manter visões positivas de si própria acaba minando a habilidade – ou vontade – em aceitar feedbacks negativos de outros.

Embora a verdade possa doer, ela é a chave para o aprimoramento pessoal, logo, é fundamental procurar feedback negativo de pessoas que você respeita.

Infelizmente, as pessoas precisam ser convencidas a dar feedback honesto. Em muitas culturas, a etiqueta social recompensa mentiras brancas e condena as pessoas que são brutalmente sinceras. Ironicamente, esses indivíduos são necessários para ajudar a superar bloqueios e fechar o espaço existente entre a nossa identidade – o modo como nos vemos – e a nossa reputação (o modo como os outros nos veem).

Com Fast Company