Quais são os comportamentos que fazem alguém perder o emprego?
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Existem alguns comportamentos que levam diretamente à demissão, porque são sinais claros ao gestor que algo está muito errado com você dentro da organização. Mais do que isso, esses comportamentos afetam diretamente o negócio, e levarão fatalmente o seu gestor a tomar uma atitude.

Nem sempre esses comportamentos são exibidos de maneira totalmente consciente – em uma parte dos casos, o estresse, cansaço, problemas pessoais, ou de saúde podem ser fatores que desencadeantes desse tipo de situação. Se este for o caso, é importante sinalizar ao gestor que o momento é transitório, e não reflete necessariamente o seu desejo de deixar a empresa.

Mas se a sua insatisfação é com o seu emprego atual, conheça algumas dessas situações que indicam um final não muito feliz:

Absenteísmo exagerado. Há momentos que faltar no trabalho é inevitável: eventos como falecimento e doença são imprevisíveis e plenamente justificáveis. O problema começa quando as suas faltas começam a não ter uma justificativa muito plausível para o gestor. Se ir para o trabalho está se tornando um problema, é hora de falar com o chefe, ou avaliar se você quer continuar onde está.

Produtividade baixa. Há momentos nos quais a produtividade pode baixar. Um projeto mais longo, uma tarefa que toma mais tempo, demandas de última hora podem gerar atraso naquilo que estava programado. O problema é se o atraso vira uma rotina, ou se há um excesso de erros em trabalhos que antes fluíam de forma mais rápida: neste caso, o nível de desengajamento é visível. É o momento de pensar se os atrasos são provocados pelo cansaço e estresse, ou se realmente é hora de repensar a carreira.

Fazer parte da “panela”. Se existe um comportamento que definitivamente pode minar a sua reputação no trabalho é a fofoca. Envolver-se nas intrigas do escritório, espalhar boatos e rumores e fazer parte da “panelinha” é o tipo de comportamento que acende o alerta amarelo para o gestor. A questão é que essas situações acabam gerando desconforto entre times e funcionários, e contribui negativamente para o clima organizacional.

Atrasos, atrasos. Esta é outra situação que, se recorrente, pode gerar problemas. Em muitas empresas o horário não é flexível, e o atraso acaba comprometendo não apenas o gestor, mas a adesão da organização à legislação trabalhista vigente. Se a advertência oral não funciona, é necessário aplicar medidas mais rigorosas, o que é ruim para o time como um todo. Mais do que isso, você passa a mensagem que, se não consegue cumprir a regra do horário, dificilmente conseguirá assumir outros desafios.

Dificuldade em lidar com mudanças. A mudança é inevitável, especialmente em empresas que têm um rápido crescimento. Estar confortável com a mudança, integrar-se a elas é fundamental. A questão é que, às vezes, não é tão fácil adaptar-se a elas. É aí que entram características importantes como a flexibilidade, adaptabilidade e resiliência, valorizadas pelos empregadores.

Estagnação. Se você recebe feedback e suporte para fazer as mudanças necessárias e solicitadas pela empresa, mas o gestor não vê qualquer esforço da sua parte em tentar mudar, ou melhorar a postura, comportamento ou ação, é possível que isto seja interpretado de maneira negativa pelo seu gestor, e vai fatalmente colocá-lo na fila da demissão. Veja bem: a questão aqui não é conseguir ou não fazer a mudança em si, mas mostrar o necessário alinhamento para perseguir o objetivo proposto. Se você está tendo dificuldades em cumprir o combinado, ou para se empenhar realmente em resolver o problema, fale antes que o seu comportamento seja entendido como um claro sinal para demissão.