Inteligência emocional: Uma nova maneira de entender para melhorar nossas vidas

A inteligência emocional é a habilidade que as empresas têm procurado cada vez mais. Ter a capacidade de reconhecer, entender e gerenciar as próprias emoções e influenciar as emoções dos outros é uma das habilidade que fazem a diferença na liderança e ajudam a lidar com cenários e pessoas cada vez mais complexos.

Os pesquisadores Peter Salovey e John D. Mayer, que definiram o termo pela primeira vez, em 1990, antes do famoso livro de Daniel Goleman de 1995, traduziram a inteligência emocional como “um conjunto de habilidades que contribuem para a avaliação e expressão precisas da emoção em si e nos outros, a regulação efetiva da emoção em si e nos outros e o uso de sentimentos para motivar, planejar e alcançar na vida de alguém”.

Em entrevista para a Forbes, Justin Bariso, um autor e consultor que ajuda as organizações a pensar de maneira diferente e se comunicar, nomeado pelo LinkedIn como “Top Voice” em “Gestão e Cultura” contribuiu com a autora com dados muito interessantes. Seu novo livro “IE aplicada: O Guia do Mundo Real para a Inteligência Emocional” compartilha pesquisas intrigantes, exemplos modernos e histórias pessoais que ilustram como a inteligência emocional funciona no mundo real e mostra como desenvolver seu próprio EQ (Quociente Emocional).

Segundo ele, estamos vivendo um ressurgimento do tema da inteligência emocional, de seu pico de popularidade há mais de 20 anos e na década que se seguiu. Há toda uma geração de profissionais, Millennials e Geração Y, por exemplo, que não tinham idade suficiente para entender os princípios básicos do EQ e apreciar seus benefícios. Como a informação hoje é mais acessível do que nunca, muitos dos que se enquadram nessa geração estão descobrindo a inteligência emocional pela primeira vez.

No mundo virtual em que vivemos, a barra para se proliferar ataques verbais for baixada significativamente. A tecnologia avançou tão rapidamente que as pessoas estão apenas começando a perceber os problemas que surgem da divulgação entusiasmada de notícias que não foram verificadas—as famosas e temidas “fake News”, ou do compartilhamento de dados pessoais com empresas que nos alimentam de conteúdo, vide o escândalo do Facebook, ou do estado de estar constantemente conectado e se comunicando a tal ponto que negligenciamos reservar tempo para sentar e pensar. A inteligência emocional pode ajudar a lidar melhor com todos esses problemas, e aos poucos as pessoas estão começando a perceber isso.

Durante muito tempo, a inteligência emocional foi considerada a solução final para todos os problemas, desde o “bullying” na escola até o baixo engajamento dos funcionários. Mas ficou evidente que, assim como a inteligência “tradicional” ou o Q.I., a inteligência emocional é uma ferramenta que pode ser usada para propósitos éticos e antiéticos. Por exemplo, pesquisadores demonstraram que narcisistas e até psicopatas se destacam em certos traços de inteligência emocional, incluindo a capacidade de gerenciar as emoções dos outros. Inteligência Emocional não trata de moral e ética, mas como trabalhamos com aquela que temos e que embasam nossas ações em nosso ambiente.

Mas como a inteligência emocional pode ajudar a alcançar mais sucesso no trabalho?

Vamos partir do ponto sobre a capacidade de se beneficiar de feedback negativo. Uma das principais qualidades que um funcionário pode demonstrar é a capacidade de receber bem um feedback. Isso porque aceitar críticas, mesmo que construtivas, é extremamente difícil para a maioria das pessoas. A maioria de nós fica sensível ou chateado quando alguém nos diz o que fizemos de errado ou nos aponta uma maneira de melhorar. É natural. Geralmente não é bom ser corrigido.

Porém, um simples ajuste pode fazer maravilhas para o seu crescimento pessoal. Você tem que aprender a ver críticas não como um ataque, mas como uma experiência de aprendizado. Feedback negativo até pode doer, mas agora você pode colocar esses sentimentos de lado e ver o que você pode tirar dele para ajudá-lo a crescer. E mesmo que as críticas sejam completamente sem base, ainda há benefícios – porque ajuda você a entender a perspectiva de outra pessoa, ou seja, a realidade por trás da percepção dela.