A importância da inteligência emocional para os líderes
A importância da inteligência emocional para os líderes

Para se tornar um bom líder, a capacidade intelectual (QI – Quociente intelectual) não é suficiente, o profissional deve ter inteligência emocional QE (quociente emocional). Isso se deve ao fato de que para exercer uma boa liderança é preciso ter a habilidade de lidar com as emoções próprias e alheias e fazer com que o ambiente de trabalho seja fluido e harmonioso. Essas boas condições de trabalho trazem muitos benefícios para a empresa.

Porém, muitas pessoas acreditam que ter inteligência emocional significa ter empatia e um bom relacionamento com as pessoas. Porém, outras competências emocionais complementam o perfil de liderança desejado. O(a) líder com inteligência emocional entende as necessidades dos membros da sua equipe e trabalha para que o fluxo de trabalho seja promissor e rentável. Ele sabe como se portar em momentos de crise e lida com seus funcionários como seres humanos, não apenas profissionais que prestam serviço para a empresa. Ter inteligência emocional significa administrar as próprias emoções e a das pessoas que o cercam, e lidar com situações complexas, garantindo que o clima organizacional não seja afetado negativamente.

A inteligência emocional por si só não garante o sucesso de nenhum profissional. Para progredir na hierarquia organizacional, também se requer dos líderes que invistam constantemente em seu aperfeiçoamento e sua atualização em relação às mudanças do mercado e inovações em tecnologia. Em se tratando de liderança, isso ainda é mais importante, pois cargos de gestão requerem profundo conhecimento e sabedoria para compartilhar com seus empregados.

Dominar sua área de atuação e ter profundo conhecimento sobre seu mercado é imprescindível para que seus funcionários o respeitem e o tenham como uma referência profissional. Porém, é ainda mais importante saber como transmitir toda a sua expertise e experiência sem parecer arrogante ou narcisista. Existe uma pequena linha que separa chefes sábios e inspiradores de chefes que “se acham”. E apenas quem possui inteligência emocional consegue diferenciar ambos os perfis e oferecer o melhor à sua equipe.

Inteligência emocional tem uma relação inerente à personalidade e, como tal, tem uma base genética e sobre ela, seu desenvolvimento é baseado nas experiências vividas na infância e adolescência. A predisposição dada pela nossa personalidade pode definir os limites do desenvolvimento da inteligência emocional mas não é uma camisa de força para nossa evolução.

Segundo Tomas Chamorro-Premuzic, professor de psicologia de negócios da University College London e CEO da Hogan Assessments, o nível de inteligência emocional de uma pessoa está sempre em evolução. Isso significa que o nível depende do próprio esforço e consciência do indivíduo. O líder, principalmente, deve realizar autocríticas, avaliar suas próprias atitudes, refletir sobre as decisões tomadas e, com os resultados, reconhecer onde deve melhorar e começa a agir com base nas suas reflexões e feedbacks daqueles com quem se convive.

Essas atitudes não contribuem apenas com o sucesso individual, mas, sim, com o todo. Um chefe que sabe controlar situações e gerenciar sua equipe adequadamente tem funcionários mais engajados e dispostos a trabalhar em prol dos bons resultados de toda a empresa.