Em reinos, países ou empresas, temos visto principalmente homens em posições de liderança. Mas os tempos estão mudando lentamente e as mulheres, aos poucos têm demonstrado seu potencial para gerenciar o trabalho organizacional.

Seja na série “Game of Thrones” na tela ou o jogo dos tronos nas empresas e na política, as mulheres têm superado os desafios e lutado contra os estigmas da sociedade. De Indira Nooyi, CEO na PepsiCo, passando por Theresa May, primeira-ministra britânica, à CEO da General Motors, Mary Barra, as mulheres estão desafiando as normas sociais, mentalidades patriarcais e liderando pessoas, empresas e nações em direção a um futuro melhor.

No entanto, a quantidade de mulheres em cargos de liderança ainda é uma questão global.

O potencial sempre foi evidente

Vamos voltar ao mundo fictício e refletir sobre como os personagens de algumas das mulheres lideradas se desenvolveram durante a saga “Game of Thrones”.

Se por um lado existe Arya Stark, que sempre foi uma rebelde que se recusa a seguir as regras dadas pela sociedade, por outro, há Sansa Stark, sua irmã que, quando criança, sonhava em se casar com um príncipe algum dia.

Da primeira até a oitava temporada, as duas mulheres percorreram um longo caminho. A primeira aprendeu a canalizar sua energia e utilizar seu potencial, a última descobriu habilidades que ela nem sabia que existiam.

Durante décadas, mulheres e homens foram criados para acreditar que criar uma família e cuidar de casa é o único objetivo das mulheres. Mas muitas vezes as mulheres provaram que essa mentalidade está errada.

Existem, inclusive, ótimos exemplos reais. Em 1740, Maria Teresa, da Áustria, herdou o governo de um país que não tinha dinheiro, revitalizou as Forças Armadas e instituiu a educação pública obrigatória para meninos e meninas no país. Na década de 1880, Eleanor Roosevelt deu o exemplo e tornou-se a primeira-dama dos Estados Unidos. Ela escreveu uma coluna de jornal diário que atingiu um número enorme de pessoas, defendendo os direitos das mulheres e outras causas humanitárias.

Menores em número, mas enormes em impacto, essas mulheres tornaram-se modelos para as gerações posteriores. E a força de trabalho feminina no campo, no escritório, nas fábricas e em quase todas as esferas da vida aumentou.

O presente: Esperança para um amanhã melhor

Com o tempo, as mulheres começaram a assumir mais papéis e responsabilidades fora de casa. Sua participação aumentou no mundo acadêmico, muitas passaram a trabalhar em empresas, e várias delas empreenderam.  No Brasil, também existem diversas histórias de mulheres liderando negócios inovadores.

Além de encontrar e liderar modelos de negócios disruptivos, muitas mulheres chegaram a ocupar o primeiro lugar em organizações bem estabelecidas, que por décadas não tinham nenhuma liderança feminina.

Recentemente, a General Motors Co. tornou-se uma das poucas empresas a ter um conselho com uma maioria de mulheres e a cereja no topo é que a pessoa que lidera a empresa também é do sexo feminino. Existem outras empresas, como a Viacom Inc. e a CBS Corp., que atualmente também têm a maioria de diretores do sexo feminino.

Segundo o Relatório CWDI 2018, as mulheres detêm 21,4% de todos os cargos de diretoria nas 200 maiores empresas do mundo (a Fortune Global 200), dobrando o percentual de mulheres em posições de diretoria desde 2004, quando apenas 10,4% desses cargos eram ocupados por mulheres nestas empresas globais. Na região da Ásia-Pacífico, que agora representa a maior fatia das 200 maiores empresas do mundo, há apenas 7,4% de representação feminina em seus conselhos de administração.

O futuro brilhante: Nenhum homem, nenhuma mulher, apenas líderes

O slogan “O futuro é feminino” pode confundir muitas pessoas e fazê-las pensar que as mulheres querem eliminar completamente os homens. No entanto, essa não é a ideia. As organizações precisam construir uma cultura de igualdade para que ela evolua e siga em frente em meio à turbulência que o mundo do trabalho está enfrentando atualmente.

De acordo com um relatório do Instituto Global McKinsey, a Índia, em particular, poderia adicionar mais de 18% ao seu PIB até 2025, simplesmente dando oportunidades iguais às mulheres e aumentando a participação da força de trabalho feminina.

Como diz a célebre frase em “Game of Thrones”, “o inverno está aqui” [o que significa na série um período de muitos desafios] e as organizações precisam de todos os recursos que podem obter, independentemente do gênero, para vencer a guerra de talentos.

Da mesma forma que, na série, homens e mulheres lutam pelos mesmos objetivos, no mundo do trabalho eles também devem, juntos, usar seu potencial para levar as empresas e as economias à frente.