Para pessoas inteligentes se transformarem em grandes líderes, elas precisam de habilidades que vão muito além daquilo que as promoveu em primeiro lugar. De acordo com coaches reconhecidos como Marshall Goldsmith, chefes eficazes não ficam tentando provar a qualquer custo o quão espertos eles são. Em vez disso, eles são capazes de delegar para funcionários que podem até ser mais espertos e mais habilidosos do que eles. Existem diversos estudos que sugerem que a inteligência só ajuda os líderes até certo ponto. O que leva você a uma posição de liderança não é suficiente para mantê-lo no poder.

Uma super-Inteligência pode não ser um preditor de liderança bem-sucedida

De fato, algumas pesquisas sugerem que, para os líderes, a inteligência é menos importante do que poderíamos pensar. Uma pesquisa de 2004, publicada no Journal of Applied Psychology, descobriu que os líderes são mais propensos a serem focados em resultados e conscienciosos (ou seja, a disposição para trabalhar duro) do que a serem superinteligentes.

Curiosamente, um estudo de 2017, também publicado no Journal of Applied Psychology, descobriu que a inteligência ajuda os líderes a ter sucesso – mas apenas até certo ponto.

De acordo com esse estudo, os líderes são mais eficazes– segundo a avaliação de colegas de trabalho – à medida que sua pontuação no Wonderlic – um teste de inteligência amplamente utilizado – chega a 128. (A pontuação média é 100 e a média dos líderes é de 111.) Depois disso, a eficácia da liderança começa a diminuir.

Então, o que é um líder que acha que é mais esperto do que os outros (ou é de fato mais esperto) deve fazer?

Perkins disse que os líderes “precisam ser capazes de dar um passo para trás, delegar, deixar outros cometerem erros, treinar e orientar, sem necessariamente resolver os problemas por os subordinados”.

“Você precisa dizer: ‘Espere um minuto. Estou aqui para ajudar outras pessoas a serem heróis. Não estou mais aqui para ser o herói”, disse Goldsmith. Na verdade, ele acrescentou: “Você quer que os funcionários saibam mais do que o chefe”.

Em última análise, Goldsmith disse, quando se trata de interagir com seus funcionários, “Você tem que perguntar. Você tem que ouvir. Você tem que aprender. E esse é um dos maiores desafios de todos os líderes de quem eu fui coach.”