Entre os vários ingredientes essenciais do talento e do sucesso profissional, poucas qualidades receberam tanta atenção quanto à inteligência emocional (QE), a capacidade de identificar e gerenciar suas próprias emoções e a dos outros. É importante ressaltar que, ao contrário da maioria das competências que viram moda no RH, inteligência emocional não é apenas outra tendência passageira.

Na verdade, milhares de estudos mostram o poder preditivo das avaliações científicas de inteligência emocional em relação ao desempenho no trabalho, potencial de liderança, empreendedorismo e empregabilidade. Além disso, a importância da inteligência emocional destaca-se para além de coisas relacionadas ao trabalho, uma vez que as pontuações mais altas foram associadas ao sucesso nos relacionamento, à saúde mental e física e à felicidade. Além disso, a importância da inteligência emocional foi destacada para além das configurações relacionadas ao trabalho, uma vez que as pontuações mais altas foram associadas ao sucesso de relacionamentos, à saúde mental e física e à felicidade.

Tudo isso se resume em boas notícias para aqueles com alta inteligência emocional. E o que aqueles com níveis mais baixos devem fazer para melhorar suas habilidades intrapessoais e interpessoais? Inteligência emocional é algo é pode ser adquirido e aperfeiçoado? Enquanto Goleman e outros escritores populares argumentam que, diferente do QI (quociente intelectual), a inteligência emocional é algo treinável, esta habilidade é, na verdade, um conjunto de diversos traços de personalidade. Consequentemente, não existe um treinamento específico para adquirir inteligência emocional, isso está mais relacionado à criação, experiências de infância e a vivência no decorrer dos anos.

Porém, isso não significa que o esforço para construir essa habilidade seja em vão. Apenas quer dizer que você vai precisar de muito foco e dedicação. O mesmo vale quando se trata de ajudar outras pessoas a conquistarem essa habilidade. Confira cinco passos importantes para desenvolver inteligência emocional:

Transforme autoengano em autoconsciência

A personalidade e a inteligência emocional são compostas por duas partes: identidade (como nos vemos) e reputação (como os outros nos veem). Para a maioria das pessoas, existe um vão muito grande entre ambas, causado, provavelmente, por ignorar comentários e feedbacks. Autoconsciência se trata de uma análise realista de seus pontos fortes e fracos e de como estes se comparam ao que os outros veem. Por exemplo, a maioria das pessoas classifica sua própria inteligência emocional como de alto nível, mas apenas uma minoria delas será avaliada como emocionalmente inteligente por outras pessoas. Transformar o autoengano em autoconsciência não acontecerá sem um feedback honesto, que vem de avaliações baseadas em dados, como testes de personalidade válidos ou pesquisas de feedback de 360 graus. Essas ferramentas são fundamentais no processo de identificação dos pontos cegos relacionados à inteligência emocional, geralmente, porque outras pessoas são muito educadas para entregar um feedback negativo.

Desenvolver uma abordagem centrada no outro

Prestar a devida atenção no outro é bastante importante para uma carreira de sucesso. Mas, para aqueles com baixo nível de inteligência emocional, é difícil observar as coisas de outro ponto de vista, principalmente quando não há um caminho certo ou errado pela frente. Desenvolver uma abordagem centrada no outro começa com uma valorização básica e reconhecimento das forças, fraquezas e crenças individuais dos membros da equipe. Discussões breves, porém frequentes, com os membros da equipe levarão a uma compreensão mais completa de como motivar e influenciar os funcionários. Essas conversas devem inspirar formas de criar oportunidades de colaboração, trabalho em equipe e networking.

Seja uma pessoa simples de lidar

Pessoas empregáveis e bem sucedidas são, normalmente, mais fáceis de lidar no dia a dia. Elas são colaborativas, amigáveis, confiáveis e não são egoístas. Já pessoas desagradáveis são mais resguardadas e críticas, estão dispostas a falar tudo o que pensam e discordam abertamente, mas podem desenvolver uma reputação de argumentação, pessimismo e confrontação. Embora essa reputação ajude a aplicar padrões elevados, em uma questão de tempo, começa a corroer os relacionamentos e o apoio às iniciativas que os acompanham. É importante desenvolver um nível de relacionamento antes de requisitar alguém ou pedir ajuda.

Controle seu temperamento

O excesso de paixão e entusiasmo pode, facilmente, passar dos limites e se tornar um incômodo para os outros em um momento de pressão por resultados. Ninguém gosta de bebês chorões. E, no mercado de trabalho, aqueles que se mostram decepcionados ou desencorajados quando algo não acontece conforme planejado são vistos como indignos de um assento na mesa dos adultos. Se você é uma das muitas pessoas que sofrem de excesso de transparência emocional, reflita sobre quais são as situações que mais mexem com seu emocional e aprenda a controlar sua tendência a reagir exageradamente diante de contratempos. Por exemplo, se você acorda e se depara com diversos e-mails chatos, não responda imediatamente – espere até o seu humor se estabilizar. Da mesma forma, se alguém fizer um comentário irritante durante uma reunião, controle sua reação e fique calmo. Enquanto você não pode passar de Woody Allen para Dalai Lama, você pode evitar situações estressantes e inibir suas reações voláteis detectando seus gatilhos. Comece a trabalhar em estratégias que o ajudem a ter consciência de suas emoções em tempo real, não apenas em termos de como você as experimenta, mas, mais importante, em termos de como elas estão sendo encaradas pelas pessoas ao seu redor.

Mostre humildade

Muitas vezes, é comum sentir que está vivendo em uma ilha gerenciada por crianças de seis anos. Mas, se você tem essa percepção de estar cercado por idiotas, sua autoconfiança pode fazer com que as pessoas que o cercam o vejam como arrogante, forçado e incapaz de admitir os próprios erros. Autoconfiança é uma característica inspiradora até certo ponto. A maioria dos bons líderes não demonstra acreditar no próprio potencial e isso se traduz em humildade para os membros da sua equipe. Ter equilíbrio entre assertividade e modéstia, demonstrando receptividade ao feedback e capacidade de admitir os erros, é uma das tarefas mais difíceis de dominar. Quando as coisas dão errado, os membros da equipe esperam contar com um líder confiante, mas também esperam ser apoiados e ensinados com humildade enquanto trabalham para melhorar a situação. Para desenvolver esse componente da inteligência emocional, é necessário, em alguns casos, não demonstrar confiança.

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