É fácil nos persuadir de que nossas carreiras têm um grande sentido. Tudo sugere que o trabalho tem a capacidade de preencher nossas necessidades mais profundas, mas será que isso é verdade? Devemos nos sentir culpados por que nosso trabalho não é gratificante? Precisamos mudar de carreira se nosso emprego atual deixa de nos oferecer um alto senso de propósito? Para responder a essas perguntas, considere cinco verdades:

O mesmo trabalho pode ter sentido para algumas pessoas e não para outras

Como indicam pesquisas, os funcionários tendem a ver mais sentido no emprego quando o trabalho os ajuda a alcançar alguns objetivos a longo prazo, as tarefas são adequadas às suas habilidades e seus interesses e os objetivos são congruentes com suas metas de vida, necessidades e valores.

Por isso, alguns trabalhos têm sentido para uns e não para outros. Nos sentimos preenchidos por carreiras alinhadas às nossas crenças e ambições. Se seu objetivo de vida é ajudar os outros, uma carreira na área de assistência social vai preencher suas necessidades, por exemplo.

Dificilmente se trata de dinheiro

A correlação entre pagamento e satisfação no trabalho é quase zero. Isso não significa que o dinheiro não motive: motiva sim, mas apenas por causa de sua habilidade de aumentar o status ou a liberdade. Os efeitos do dinheiro na felicidade tendem a se esvaziar depois que uma determinada faixa salarial é alcançada.

Tentativas de se envolver com os funcionários podem falhar

Muitos empregados veem as tentativas de engajamento das empresas, como pesquisas de clima anuais, com cinismo, uma estratégia de marketing. Eles entendem que as organizações apenas querem aumentar a produtividade.

Só porque uma pessoa pergunta como a outra está, não significa que ela se importa ou que fará algo pelo seu bem estar. O mesmo ocorre no nível organizacional. As pesquisas de engajamento podem ser muito mais que um diagnóstico desde que as empresas ajam em relação a seus resultados.

O sentido vem dos outros

Interações com os colegas de trabalho são uma importante chave para encontrar sentido no trabalho. É raro alguém encontrar significado no trabalho trabalhando sozinho, sem lidar com pessoas interessantes que realmente se importam com seu bem estar. A maioria não quer apenas um trabalho, mas também sentir que pertencem a um grupo ou comunidade.

Satisfação no trabalho é, de certa forma, genética

De acordo com o estudo Organizational Behavior and Human Decision Processes, somos geneticamente predispostos a ser mais ou menos satisfeitos com nosso trabalho. A característica está ligada aos níveis de felicidade, que sugerem satisfação não apenas no trabalho, mas na vida.

Quanto menos neurótico e mais aberto, extrovertido, agradável e consciente o indivíduo , mais suscetível ele será de gostar do seu trabalho e pensar em sua carreira como algo que preenche sua vida – tornando a inteligência emocional um forte indicativo dos níveis de engajamento.

Com Fast Company