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Carreira: é fundamental separar o urgente do importante

Por Roberto Santos

Quantas vezes por dia e quantos dias por semana não amarguramos com problemas que nos parecem descomunalmente grandes, herculeamente impossíveis de se resolver. Contudo, ao nos depararmos com eles, temos uma saída apenas: decifrá-los e resolvê-los ou, cedo ou tarde, sermos por eles devorados, como no mito da Esfinge.

Pensando sobre essas complicadas charadas cotidianas, lembrei-me de um instrutor de um curso sobre Análise e Solução de Problemas e Tomada de Decisão, que fiz no passado. O mestre dizia que o segredo era “dividir o leão em vários gatinhos”, com os quais poderíamos lidar. Por mais ridícula que essa analogia possa ser para mim atualmente, uma coisa ela guarda de verdade: há problemas que podem nos devorar se nada fizermos ou se insistirmos em destruí-lo num golpe só.

A principal lição daquele curso foi a decomposição de uma situação problema, para analisar seus elementos e organizá-los de uma maneira viável de ser entendida. Aprendíamos primeiro a analisar as situações e encontrar o que, de fato, era um problema: um desvio entre o que aconteceu e o que deveria ter acontecido.

Daí, me lembrei de outra informação que estava coberta de teias de aranha em minha mente: a Análise Sintática – inútil vilã de vestibulares. Ela trata (até hoje não curou…) da organização das palavras em períodos, frases e orações. Das últimas me lembro bem pela necessidade de solicitar ajuda de algum ‘Ser Superior’ para as provas de português do temido Professor Guilherme (vulgo “fantasminha”, pois sua imagem já era aterrorizante).

Refletindo sobre as dificuldades aparentemente intransponíveis dos dias de hoje, procurei todos os recursos de meu “HD”, e me deparei com a Análise Sintática. Será que ela poderia vir a meu socorro tantos anos depois de ter me livrado dela?

Juntaram-se ambos os ensinamentos de minha memória e a solução de problemas se fez clara pela decomposição (não aquela dos defuntos da série “CSI” – Investigação da Cena do Crime) de elementos complexos em outros mais simples que possam ser compreendidos, administrados e solucionados.

Texto, período, oração

Quando nos deparamos com situações criptografadas, como aqueles textos de Camões, nossa primeira reação é de fuga (“depois da balada desta noite, eu leio esta coisa”) ou negação (“deve haver algum erro de impressão aqui…”). O mesmo costuma acontecer com os problemas racionais ou emocionais que vivemos diariamente. Enquanto não pararmos e enfrentarmos aquele texto indecifrável e o decompusermos em períodos, frases e orações que fazem sentido, tudo soará ameaçador. Devemos buscar o sentido completo e a entonação por trás de uma frase, como precisamos buscar o significado de cada parte de um problema, incluída a emoção que o acompanha.

Termos essenciais, integrantes e acessórios

Quem diria que este título tem a ver com análise sintática e não com propaganda de carro. No entanto, aí se encontram os “gatinhos” que o “texto-Leão” se nos apresenta: sujeitos, predicados, complementos nominais e verbais e adjuntos (estes muito encontradiços nas repartições públicas do “baixo clero”) que, acredite se quiser, formam um sentido.

Quando analisamos um problema daqueles mais cabeludos do que membros de uma banda de heavy-metal dos anos 90, precisamos entender: Quem fez o quê, por que, prá quem, como, quando, onde, etc. Aí então, começamos a decifrar os temidos mistérios das esfinges organizacionais.

Em todas as situações-problema, de aspecto aparentemente insolúvel, existe aquilo que é essencial e o que é acessório. E, não raro, ficamos preocupados com o friso do para-lama dianteiro quando roubaram nosso motor. Discernir o importante do urgente, que, geralmente, não tem nenhuma importância, é boa parte da análise do que precisa ser atacado como desvio de rota merecedor de atenção.

Não adianta perdermos tempo com um maravilhoso adjunto adnominal ou com o esbravejante vocativo, se não soubermos nem o que aconteceu (o verbo cheio de nove horas e flexões) ou quem o provocou (o muitas vezes oculto sujeito).

Então, precisamos tratar dos problemas dos negócios, sentimentais, financeiros como uma análise sintática on-line (para modernizar o conceito um pouco), ou seja, não esperar o momento da autópsia do problema, depois que as consequências podem ter sido fatais. Antes, buscar a efetivação de sua composição diante de nós, para nos anteciparmos em compreender cada pequeno elemento e dar-lhe pequenas e simples soluções, para evitar os grandes descarrilamentos.

Ao refletirmos sobre a análise sintática de nossa língua e a solução de nossos problemas, sobrevêm a razão e finalidade de ambos: a comunicação entre as pessoas. Não há texto complexo ou problema cabeludo que resista à tesoura da comunicação, aquela que corta mal-entendidos e busca consensos. Porém, esta requer um esforço, nem sempre fácil de se empreender.

Como conclusão final, nunca jogue fora seus aprendizados, por mais inúteis ou esotéricos que possam parecer no momento que o está adquirindo. Alguma utilidade para sua vida futura poderá surgir a partir de um período de reflexão ou depois de muita oração.

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A influência da intuição na tomada de decisão

As tomadas de decisão são influenciadas pelas partes intuitivas e lógicas do cérebro. Mas qual delas é mais influente em nossas ações, pensamentos e crenças? Apesar de gostarmos de acreditar que nossas crenças, julgamentos e decisões são baseados em uma sólida racionalidade, a realidade não é bem assim.

A parte intuitiva, rápida e automática da mente é a responsável pela maioria das nossas decisões cotidianas. Sempre que a parte intuitiva toma o controle, todos os tipos de viés têm influência em nossas escolhas. Essas influências são chamadas de vieses cognitivos e podem afetar nossas crenças, opiniões e decisões sem nos darmos conta.

Veja alguns exemplos de vieses cognitivos e saiba como eles podem influenciar suas decisões. Conhecê-los pode ser útil para profissionais que trabalham com persuasão, na área comercial, por exemplo.

Efeito da ambiguidade ou “boca fechada não entra mosquito”

É a tendência a evitar opções em que faltam informações, fazendo com que as probabilidades pareçam desconhecidas. Em outras palavras, se uma pessoa não tiver informações suficientes para a tomada de decisão, não vai querer correr riscos.

Efeito adesão ou “Maria vai com as outras”

É a tendência de fazer ou acreditar em algo porque várias outras pessoas também o fazem (ou acreditam). O viés é relacionado ao pensamento de grupo e ao “comportamento de rebanho”. É uma necessidade bastante comum e uma técnica bastante usada, à medida que várias pessoas se sentirão seguras com a experiência das outras.

Aversão a perdas ou “melhor um pássaro na mão do que dois voando”

É a tendência a preferir evitar sofrer perdas ao invés de alcançar ganhos. Alguns estudos sugerem que evitar perdas é duas vezes mais poderoso psicologicamente do que obter recompensas. Isso significa que algumas pessoas vão preferir manter o que já têm em vez de perder tempo e dinheiro fazendo uma transição para algo novo, mesmo que o “novo” signifique mais ganhos.

Viés da negatividade ou “gato escaldado tem medo de água fria

É o fenômeno psicológico em que o indivíduo tem uma forte influência de memórias desagradáveis comparadas às memórias positivas. Isso pode se manifestar de várias formas em um processo de decisão. Alguns podem se retrair ao relembrar de erros e vulnerabilidades do passado, por exemplo, ou evitar comprar um produto caso já tenham tido experiências ruins com uma marca.

Com DMA

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Cuidado com seus pontos fortes

Um estudo conduzido pela psicóloga Maria Konnikova para a Columbia University, dos Estados Unidos, revelou que algumas características tidas como positivas para o processo de tomada de decisão nem sempre podem contribuir para um bom desempenho. A pesquisa foi feita com base em profissionais do mercado financeiro tidos como indivíduos com elevado grau de autocontrole.

O autocontrole é frequentemente visto como uma característica de sucesso no ramo do investimento. O estudo, no entanto, mostrou que esta habilidade não é sinônimo de melhores decisões.

De acordo com a pesquisa, indivíduos com elevado autocontrole frequentemente têm a ilusão de ter controle sobre tudo, até sobre aspectos aleatórios do trabalho, levando-os a assumir riscos excessivos. O estudo revelou ainda que pessoas com forte autocontrole foram incapazes de aprender com os feedbacks e se mostraram mais suscetíveis a terem confiança excessiva em seu julgamento.

Outra informação do estudo é que as experiências positivas também foram associadas a um excesso de confiança e decisões piores entre os indivíduos com alto grau de autocontrole.

Um outro estudo, conduzido pelo psicólogo Robert Kaiser, mostrou que altos níveis de emoções positivas também estão relacionados à redução da criatividade e da flexibilidade. Ou seja, qualquer pessoa que eleve sua habilidade (ou ponto forte), a um grau extremo, pode acabar indo longe demais e perder o seu controle: quanto mais os pontos fortes de um profissional são tidos como “bons demais”, maior é o seu potencial de vulnerabilidade.

Os gerentes classificados como tendo muito de uma determinada característica positiva costumam ser menos eficazes do que aqueles com a “quantidade certa” da mesma característica. Por isso, também temos que temer nossos pontos fortes.

Da força emocional à inteligência emocional

Catalogar as melhores e as piores práticas é um método de tomar decisões melhores. O objetivo da prática, no entanto, não é erradicar as vulnerabilidades, já que todos podem tomar decisões enviesadas em condições de risco ou incerteza. O objetivo, porém, é conhecer as próprias vulnerabilidades para então tomar decisões mais fundamentadas.

Com Forbes

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Como lidar com a relatividade do tempo

Por Roberto Santos

Se existe nesta vida um recurso distribuído com total equidade entre os seres deste planeta é o tempo. Todos nós temos os mesmos 86.400 segundos por dia para tomar uma decisão muito importante ou para perder a oportunidade de sua vida, por não ter agido a tempo. No entanto, a maioria das pessoas reclama da falta desse recurso tão democrático, esquecendo que, às vezes, também lamenta que seja elástico demais.

Einstein explicou sua famosa teoria da relatividade pela comparação de como o tempo voa quando namorados estão juntos e como a mesma quantidade de tempo parece uma eternidade quando sentamos numa pedra em brasa. O tempo psicológico, a sensação interna de sua passagem, nada tem a ver com aquela medição dos relógios.

Essa diferença é bastante real e sentida na pele quando estamos ansiosos aguardando uma resposta, por exemplo, depois de duas ou três entrevistas para uma vaga do emprego sonhado ou para vender um projeto a um cliente importante. Cada toque do telefone, cada e-mail que soa, dispara uma dose de adrenalina da expectativa seguida do amargor da frustração quando era engano ou um spam. Passa um dia, uma semana, e já nos prepararmos para aceitar a decepção final.

Do outro lado da linha, o tempo corre veloz demais para as pessoas darem conta de tudo a fazer nas estruturas organizacionais que já estão pra lá de enxutas – desidratadas até. Nem para contratar um novo e salvador recurso ou serviço conseguem parar e fazer uma ligação telefônica.

Miguelito, um amiguinho da Mafalda, inesquecível personagem dos quadrinhos de Quino, olhava certa vez para seu polegar, tendo ao fundo a torre de uma igreja que pela distância lhe parecia menor que seu dedo. Sua amiga tenta lhe explicar os princípios da perspectiva, mas ele contesta: “Não. Meu dedo é maior porque ele é mais importante pra mim do que a torre da igreja”.

O valor que damos às coisas, pessoas ou situações, tem um impacto potente sobre a percepção que temos delas. A apreensão dolorida durante a espera por uma resposta crucial para nossas motivações e necessidades vai arrastar os ponteiros dos minutos como a folha de todo um mês do calendário.

No auge da ansiedade, não conseguimos imaginar que o longínquo portador da resposta, esperada ou temida, possa estar mais assoberbado do que gostaria para aplacar aquela dor e ajudar a resolver seus próprios problemas de tempo com um novo recurso.

Todos nós gostaríamos de enganar os truques do tempo, distraí-lo para esquecer-se de nós nos momentos sublimes ou açoitá-lo para se apressar em nos conceder a terra, ou, pelo menos, a resposta prometida.

Geraldo Vandré cunhou, em seu belo hino dos Anos 60 – “Para Não Dizer Que Não Falei das Flores”, a frase: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. A despeito do fato de não conseguirmos fazer mais do que as 24 horas que contem cada dia, somos capazes de saber mais e fazer acontecer mais em cada momento vivido.

Podemos aplacar a tortura da espera, aprendendo e fazendo algo que seja importante para nós e esteja a nosso alcance. Só assim, a definitiva relatividade do tempo atuará a nosso favor.

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Carreira: Como mudar de área sem sair da empresa?

“Trabalho na área de logística há 6 anos, mas ainda estou na área operacional e quero muito ir para o administrativo. Não sei se seria o caso de sair da empresa que estou no momento. Sinto que eles gostam muito e confiam no meu trabalho, mas as oportunidades não estão aparecendo. Estou fazendo inglês no momento e pretendo fazer pós voltada para logística. Tenho 34 anos e não posso errar mais. Gostaria de conselhos para que eu possa escolher e dar continuidade à minha carreira.”

Roberto Santos, sócio-diretor e fundador da Ateliê RH, responde:

Parabéns pelos esforços ao longo destes anos para seguir complementando seus conhecimentos e habilidades, além do que é exigido como mínimo no cargo operacional que ocupa atualmente. Boa notícia também é o fato de seus empregadores/superiores gostarem e confiarem em seu trabalho. Estes são dois ingredientes importantes para buscar o passo mais coerente e justo para sua carreira, que seria atender à sua expectativa de ser transferido para um trabalho mais alinhado à formação que você tem perseguido em Logística.

Para tal, como você deixa nas entrelinhas abaixo, você tem duas alternativas: buscar este próximo passo na empresa em que está ou em outra empresa. Como na maioria das decisões, temos 50/50 de chances de acertarmos, mas como você diz: “eu não posso errar mais” – talvez trocando para um emprego que não dê certo.

Abra o jogo

Para aumentar as chances de acerto nas decisões, pelo que você descreve, a chance maior de conseguir o que quer é abrir o jogo com seus superiores.

1º) Seja bem explícito sobre o que já fez e o que pretende fazer para estar mais preparado para o crescimento almejado na sua carreira;

2º) Sem ameaças, compartilhe o prazo que você se colocou para fazer esta migração – por exemplo, antes dos 35 anos;

3º) Pergunte-lhes o que falta em seu perfil para ser escolhido quando surgir a próxima vaga;

4º) Peça uma previsão de quando poderá almejar esta oportunidade.

Dessa maneira, você estará dando sua demonstração de reciprocidade de que gosta e confia na empresa.

Além disso, você estará sendo transparente com a empresa e deverá ser coerente consigo mesmo, para buscar sim o mercado quando estiver à véspera de seus 35 anos.

Boa sorte!

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Abrace o poder do feedback negativo

Todos que já receberam um feedback negativo sabem que é uma bomba para o ego. Embora muitos de nós digamos que desejamos críticas construtivas, o que realmente esperamos é um “parabéns pelo bom trabalho” e um tapinha nas costas. Infelizmente, a positividade constante pode distorcer a percepção que temos de nossos talentos e prejudicar a carreira.

“Nossas tentativas de nos mantermos positivos em relação a nós mesmos minam nossa habilidade de aceitar feedbacks negativos dos outros”, diz Dr. Tomas Chamorro-Premuzic, CEO da Hogan. Receber e aprender com as críticas são atitudes essenciais para desenvolver nossos talentos. Aqueles que lidam bem com feedbacks negativos têm mais chances de serem bem sucedidos. Por isso, em vez de se tornar defensivo ou se desviar da culpa, conheça algumas maneiras de lidar com feedbacks negativos de uma maneira positiva e construtiva:

  1. Não argumente ou dê desculpas. Quando um supervisor indica os pontos de melhoria em seu desempenho, é fácil se fixar apenas nos negativos. Em vez de encarar feedbacks negativos como ataques pessoais, veja-os como insights de como melhorar sua performance e crescer profissionalmente.
  2. Use o feedback negativo como uma oportunidade de refletir sobre si mesmo, seus pontos fortes e fracos. Enfatize os fatos apresentados e quais passos devem ser dados para fazer as mudanças necessárias para melhorar.
  3. Seja proativo e faça perguntas. Permita-se a se abrir para sugestões de como melhorar e faça um plano de ação claramente definido de como alcançará os resultados desejados. Ter menos ambiguidades no seu plano aumenta suas chances de sucesso.

 

Aceitar feedback negativo nem sempre impede que uma pessoa cometa erros ou ocasionalmente tenha baixa produtividade. No entanto, ter entendimento de suas fraquezas pode ajudar a prevenir que elas prejudiquem sua carreira quando um problema aparece e dá a oportunidade de desenvolver habilidades que podem ter sido negligenciadas.

Feedback negativo não é nada prazeroso, mas pode fazer a diferença entre uma carreira em ascensão e uma carreira estagnada. Roberto Santos, complementa que, na realidade, todo feedback é positivo seja o de reconhecimento ou aquele que visa ajudá-lo a corrigir sua rota para melhorar seu desempenho.

Com Hogan

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Tomada de decisão: Como você escuta sua ‘voz interior’?

Por Roberto Santos

Lembram-se do Grilo Falante, o personagem do clássico desenho animado da Disney, e do Pinóquio? Todos nós temos um desses pequenos seres, que algumas pessoas chamam de Consciência, outras de Intuição e outros temem que seja Loucura e não contam para ninguém.

Sócrates, o filósofo grego que viveu há quase 2.500 anos, iniciou sua viagem introspectiva pelo mundo da Filosofia depois de visitar o templo de Apolo e de ter ouvido uma voz interior, que o ajudou a entender a inscrição no portal do templo: “Conhece-te a ti mesmo”. Dessa maneira, percebemos a relação da voz de nosso grilo com a jornada inacabável de procurar se conhecer.

A Voz da Consciência muitas vezes é representada pelos diálogos animados entre anjinho e diabinho, postados ao lado de cada orelha, tendo-nos como espectadores de julgamentos cotidianos: “Devo sucumbir àquela torta de chocolate e começar minha dieta na segunda-feira?” versus “Você sabe que se você não começar já, não vai ser na segunda também”. São vozes censoras que cerceiam nossas ações de natureza mais instintiva, lúdica e prazerosa.

Outros diálogos carregados de dúvidas éticas, cada vez mais raras em meios políticos e empresariais, são escutados com um viés egoísta: “Todo mundo se aproveita quando chega ao Poder, por que vou querer ser o único santo neste bordel?…” e, pronto, nunca mais se volta atrás no uso desonesto dos recursos alheios.

Provavelmente, páginas da História teriam tido destino bem diferente se o vencedor de alguns daqueles diálogos tivesse intenções mais angelicais, altruístas e ancoradas em princípios humanistas mais sólidos.

Também se chama aquela voz interior de intuição, inspiração criativa ou mesmo de manifestações do Divino. “Algo me diz que…” é uma expressão tão comum que nem nos damos conta de seu significado. O que é esse “algo” (ou seria alguém…), que nos diz que devemos aplicar na Bolsa ou no mercado imobiliário? Investir em nossa carreira atual ou dar uma guinada de 180 graus?

Aprendemos que o método correto de decidir as coisas importantes da vida é a Lógica que habita nosso cérebro. Inevitavelmente, ao longo da vida, muitos de nós descobrimos que há decisões que requerem o Sentimento como critério.

Às vezes, ouvimos aquela voz que parece vir de nossas entranhas e nos impulsiona para uma tomada de decisão que não veio do coração ou da cabeça. São aquelas ideias que podem ser divulgadas aos quatro cantos do planeta como lampejos de gênio ou caladas pelas mordaças de nossa censura interior.

Para algumas pessoas, a intuição parece algo mágico, um dom que poucos têm acesso, mas ela não depende tanto de gênios da lâmpada. Na maioria das vezes, ela é resultado do uso eficaz de nossa inteligência e experiências. Contudo, estas pouco valem se não tivermos a disposição ou coragem de darmos ouvidos, testarmos e aprendermos com a voz da intuição.

Muito já se falou sobre a importância de nos aquietarmos para ouvirmos nossa voz interior. Essa recomendação é válida tanto para aproveitarmos as mensagens de nossa intuição como para conectarmos nossa identidade – como nos vemos – e nossa reputação – como parecemos ser para as outras pessoas.

A sobrevalorização que às vezes dedicamos àquilo que nossa voz interior mais narcisista nos diz sobre como somos espertos, sensíveis, maravilhosos, pode ser maléfica quando desligada daquilo que os outros estão tentando nos dizer com seus toques de que parecemos ser ingênuos, bregas e convencidos.

Há também aquela voz mais austera e crítica que nos deixa indecisos e inseguros de nossas emoções e escolhas. Esta pode ser implacável em seu poder de nos fazer pensar mais no que pode dar errado, do que no que pode dar certo com nossos planos. Quando, subjugados por um monólogo interno negativo e derrotista, nos desconectamos de nosso potencial de nos transformarmos e de realizarmos aquilo que nossa intuição sabe que somos capazes.

Esta impressão que provocamos nos outros, seja em nossos melhores dias, como naqueles em que derrapamos em nossas interações, é aquilo que pode nos ajudar a encontrarmos o sucesso ou que pode nos empurrar ladeira abaixo às frustrações da vida.

Nesta encruzilhada entre nos acharmos o rei da tapioca ou a mosca do cocô do cavalo do bandido, é saudável recorrermos ao “caminho do meio”. A crença cega e ingênua de “Polyana” de um mundo cor-de-rosa e tudo vai dar certo, de um lado, ou, por outro, a crença cética, de Leis de Murphy (tudo que pode sair errado sairá), não traz a resposta de que muito precisamos.

A voz de nosso grilo falante nem sempre tem razão, pois, como seus ouvintes, é imperfeita. Ela pode, contudo, nos alertar para perigos e apontar caminhos que nossa razão não vislumbra. Entretanto, ela precisa ser adestrada para que não nos iluda com viagens do Ego ou que não cancele nossos voos mais altos, quando ainda estamos planejando a decolagem.

A resposta, pelo ideal filosófico de Sócrates, é que o início da Sabedoria advém do “saber que nada sabemos” e, por isso, reconhecendo nossa ignorância essencial, devemos seguir a jornada do autoconhecimento, num diálogo aberto e franco com nossa voz interior, na busca de nossa verdade.

E você, como está escutando sua voz interior?

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Quanto tempo de entrevista leva para decidir por um candidato?

Qual é o poder da primeira impressão em uma entrevista de emprego? Um estudo publicado pelo Journal of Occupational and Organizational Psychology mostra que nem sempre a primeira impressão é a que fica. Mas então quanto tempo realmente leva para um empregador tomar uma decisão quando é o encarregado em avaliar a seleção de profissionais?

Enquanto 40% dos entrevistados disseram ter tomado a decisão depois de 15 minutos de entrevista de emprego ou apenas depois que a entrevista terminou, 60% dos entrevistadores disseram que tomaram a decisão nos primeiros 15 minutos. Entre eles, aproximadamente 26% se decidiram nos primeiros cinco minutos e apenas 5% tomaram a decisão no primeiro minuto. Ou seja, um grupo muito pequeno de empregadores tomam decisões baseadas apenas nas primeiras impressões.

A estrutura da conversa influencia

Entrevistadores que usam uma lista de perguntas feitas a todos os candidatos levam mais tempo para se decidir. Por outro lado, os que usam uma abordagem mais informal, muito focada na qualidade do relacionamento, se decidiram mais rapidamente.

O estudo também revelou que os entrevistadores veteranos são mais propensos a tomar decisões rápidas. Os menos experientes, no entanto, são mais influenciados pelo relacionamento construído com o candidato.

Ainda segundo o estudo, é mais comum que os empregadores passem mais tempo analisando os candidatos em etapas anteriores do processo seletivo e não apenas no final.

A pesquisa foi feita com base em entrevistas de 166 empregadores com 700 estudantes de uma universidade dos Estados Unidos. Todos estavam disputando empregos reais e passaram por entrevistas de 30 minutos.

O uso de outras ferramentas de seleção, além da entrevista, na seleção de profissionais ajuda na contratação de candidatos mais qualificados e com destaque em sua área de atuação. Testes de personalidade modernos são capazes de mapear as mais diversas características de candidatos, evitando os gastos com contratações erradas.

Com Entrepreneur

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Como encontrar sentido no trabalho?

É fácil nos persuadir de que nossas carreiras têm um grande sentido. Tudo sugere que o trabalho tem a capacidade de preencher nossas necessidades mais profundas, mas será que isso é verdade? Devemos nos sentir culpados por que nosso trabalho não é gratificante? Precisamos mudar de carreira se nosso emprego atual deixa de nos oferecer um alto senso de propósito? Para responder a essas perguntas, considere cinco verdades:

O mesmo trabalho pode ter sentido para algumas pessoas e não para outras

Como indicam pesquisas, os funcionários tendem a ver mais sentido no emprego quando o trabalho os ajuda a alcançar alguns objetivos a longo prazo, as tarefas são adequadas às suas habilidades e seus interesses e os objetivos são congruentes com suas metas de vida, necessidades e valores.

Por isso, alguns trabalhos têm sentido para uns e não para outros. Nos sentimos preenchidos por carreiras alinhadas às nossas crenças e ambições. Se seu objetivo de vida é ajudar os outros, uma carreira na área de assistência social vai preencher suas necessidades, por exemplo.

Dificilmente se trata de dinheiro

A correlação entre pagamento e satisfação no trabalho é quase zero. Isso não significa que o dinheiro não motive: motiva sim, mas apenas por causa de sua habilidade de aumentar o status ou a liberdade. Os efeitos do dinheiro na felicidade tendem a se esvaziar depois que uma determinada faixa salarial é alcançada.

Tentativas de se envolver com os funcionários podem falhar

Muitos empregados veem as tentativas de engajamento das empresas, como pesquisas de clima anuais, com cinismo, uma estratégia de marketing. Eles entendem que as organizações apenas querem aumentar a produtividade.

Só porque uma pessoa pergunta como a outra está, não significa que ela se importa ou que fará algo pelo seu bem estar. O mesmo ocorre no nível organizacional. As pesquisas de engajamento podem ser muito mais que um diagnóstico desde que as empresas ajam em relação a seus resultados.

O sentido vem dos outros

Interações com os colegas de trabalho são uma importante chave para encontrar sentido no trabalho. É raro alguém encontrar significado no trabalho trabalhando sozinho, sem lidar com pessoas interessantes que realmente se importam com seu bem estar. A maioria não quer apenas um trabalho, mas também sentir que pertencem a um grupo ou comunidade.

Satisfação no trabalho é, de certa forma, genética

De acordo com o estudo Organizational Behavior and Human Decision Processes, somos geneticamente predispostos a ser mais ou menos satisfeitos com nosso trabalho. A característica está ligada aos níveis de felicidade, que sugerem satisfação não apenas no trabalho, mas na vida.

Quanto menos neurótico e mais aberto, extrovertido, agradável e consciente o indivíduo , mais suscetível ele será de gostar do seu trabalho e pensar em sua carreira como algo que preenche sua vida – tornando a inteligência emocional um forte indicativo dos níveis de engajamento.

Com Fast Company

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A função das emoções nas tomadas de decisão

Muitos especialistas defendem que as emoções devam ter uma influência cada vez menor no processo de tomada de decisão no ambiente de trabalho. No entanto, aprendendo a compreendê-las, elas podem se tornar grandes aliadas, funcionando como guias.

Entre os maiores problemas causados pelas emoções no processo de tomadas de decisão é que, sob sua influência, tomamos decisões rápidas, sem entender o porquê. Geralmente, tomamos decisões na base da emoção e depois criamos razões racionais para justificá-la, principalmente quando dão errado. Além disso, a intensidade das emoções pode ofuscar um pensamento mais racional quando necessário.

Usando as emoções a seu favor

Uma das maneiras de usar as emoções a seu favor é estar consciente delas. Muitas pessoas têm dificuldade para identificar suas emoções, tendendo a classificá-las em categorias genéricas como “boas” ou “más”. Reconhecer uma emoção corretamente pode ser uma tarefa difícil. Raiva e frustração, por exemplo, são bastante similares, mas cada uma tem uma causa distinta.

Uma pessoa que tem procurado emprego há bastante tempo e ido a muitas entrevistas de emprego, sem sucesso, pode se sentir com raiva ao se ver injustiçado – “outras pessoas encontram emprego mais facilmente que eu, isso é injusto” –, mas também podem se sentir frustradas simplesmente por não conseguirem atingir um objetivo – “não importa o que eu faça, não consigo um emprego”.

Nesse caso, identificar a emoção corretamente pode ajudar a resolver o problema. Se é raiva, devido a se sentir injustiçado, o indivíduo precisa reexaminar suas crenças sobre justiça no mercado de trabalho, um caminho bem diferente de se sentir apenas frustrado.

Outro aspecto importante é reconhecer a intensidade das emoções. Uma maneira útil é classificando-as em uma escala de zero a dez. Frequentemente pensamos nas emoções como um problema apenas quando estão em excesso, mas a falta delas também é problemática.

A ansiedade, por exemplo, significa um sinal de alerta. Ninguém quer estar com a ansiedade em um grau elevado durante um discurso em uma reunião, mas estar com ansiedade zero ao dirigir durante uma tempestade em uma rodovia também pode ser um problema.

Quando a emoção é identificada e medida apropriadamente é possível tomar decisões racionais mais complexas e agir apropriadamente. Tornar-se consciente de suas emoções também ajuda a diminuir o viés emocional das decisões, possibilitando o uso da inteligência emocional para ajudar a usar as emoções para aumentar a produtividade no trabalho.

Com Huffington Post

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